Foto: Harper's Bazaar UK
Foto: Harper’s Bazaar UK

Por Paula Jacob

O ano de 2015 começou com a semana de moda internacional, com marcas desfilando seus desejados itens de inverno. Peles, maxi casacos, alfaiataria e mocassins incríveis tomaram conta das passarelas. E com eles, toda a beleza invernal característica. Delineadores desconstruídos, batons escuros (até preto está na lista), fios naturalmente soltos e pele gélida, que deu espaço para a famosa, e tanto comentada, pele nada. Nossa semana de moda paulistana engatou no verão, recheado de pele à mostra, comprimentos mini e cores que alegram nossas praias. Com as tendências da SPFW, os backstages ficaram repletos de sereias urbanas, com tranças volumosas, a dita pele nada e o iluminador cremoso em corpos esculturais.

Passado os meses, a alta-costura cantou bola para algumas das trends de beauté que viriam a aparecer na semana de prêt-à-porter de verão do hemisfério Norte. As sombras pastel, os acessórios de cabelo e novamente as tranças apareceram. Quando setembro começou, Nova York fervilhando e logo no primeiro dia a sombra azul já virou hit dos principais desfiles. Em versões grandiosas ou no simples delineado, o azul invadiu não só o make, mas as peças, os acessórios e até os cenários. Dando jus à famosa frase adaptada do filme de Abdellatif Kechiche: azul é (definitivamente) a cor mais quente. Outra tonalidade ganhou posto de protagonista. O vermelho. Lady in red nos lábios nada contornados e muito elegantes, combinados com a pele fresca, ditam o look do verão.

Das musas do rock n’ roll e do estilo despojado, como Patti Smith, Kristen Stewart, Freja Beha e Cara Delevingne, algumas apostas se concretizaram do modo inverso. Saindo das ruas, a sobrancelha tão desejada e, em vão, copiada da modelo britânica tomou conta dos backstages internacionais, mostrando todo o poder da moldura do rosto. Em versões artísticas ou mais reais, os pelos grossos, o aspecto de não feita, apenas penteada com gel, as sobrancelhas finalmente ganharam outra imagem. Nos fios, a mesma sensação de ao natural. Soltos, presos, penteados de acordo com cada modelo… sempre respeitando a naturalidade e movimento de cada um. Falando em movimento, as franjas migraram do visual anos 60 para sua versão repicada e solta.

Semanas após o hemisfério Norte mostrar suas apostas, foi novamente nossa vez de mostrar a que viemos. No nosso inverno, que de rigoroso não há nada, se engana quem comenta que brasileiro não sabe fazer roupa para frio. Alfaiatarias impecáveis, comprimentos mini mesclados com peças maxi, acessórios de tirar o fôlego e muita transparência deram a cara do inverno brasileiro. E para pintar esse rosto, adaptações de tendências vistas lá fora. Cores, texturas e ousadia tiraram da temporada a frieza e deram muita alegria aos backstages. Abaixo confira as principais tendências do ano e se inspire!