Beleza e tecnologia: cinco novidades que você precisa conhecer

De um método seguro de uso do plasma rico em plaquetas à barriga tanquinho sem suor, os tratamentos para corpo e rosto estão ainda mais tecnológicos e com resultados extraordinários

by Anna Paula Buchalla
Foto: Ramona Schratt

Foto: Ramona Schratt

Você certamente já ouviu falar no vampire facelift. Ele ficou famoso por ser o tratamento eleito de Kim Kardashian para rejuvenescer. A técnica usa cerca de 20 mililitros de sangue da própria paciente – o material segue para uma máquina para estimular a ruptura de suas plaquetas e dar origem a um líquido chamado de Plasma Rico em Plaquetas (PRP). Esse plasma é reaplicado no rosto para estimular a produção de colágeno novo e conter os efeitos do tempo. Um procedimento polêmico e que pode ter levado duas pacientes a contraírem o vírus HIV, recentemente, em uma clínica nos Estados Unidos.

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A boa notícia é que a Anvisa acaba de aprovar uma nova tecnologia com um sistema fechado de preparação desse plasma do próprio paciente (falta ainda a aprovação pelo Conselho Federal de Medicina). Desenvolvidos pelo laboratório suíço Regen Lab, a tecnologia tem kits que preparam, de forma segura, o PRP a partir de um pequeno volume de sangue, cerca de 8 mililitros.

Além disso, existe a opção de associar ácido hialurônico ao plasma, o que melhora ainda mais o efeito sobre o colágeno. “O Plasma Rico em Plaquetas é originalmente voltado para a regeneração tecidual. Ele tem efeitos que vão desde a melhora da produção de colágeno, com ação visível na firmeza da pele, até o aumento de fibroblastos, melhora de cicatrizes e estrias”, explica a médica Cinthia Sarkis, da clínica de dermatologia e imunologia que leva seu nome.

É usado também para tratar alopecia, problemas ortopédicos (o atacante Neymar, do Paris Saint-Germain, foi submetido recentemente à técnica, para corrigir uma lesão no pé direito), processos inflamatórios e doenças degenerativas, como mal de Alzheimer.

No uso em dermatologia, o PRP, por ser do próprio paciente, diminui muito o risco de efeitos adversos, como granulomas e alergias. Outra boa novidade que desembarcou há pouco por aqui promete apagar manchas e tatuagens com resultados nunca antes vistos.

Foto: Ramona Schratt

Foto: Ramona Schratt

Da família de lasers Fotona, o StarWalker é um sistema multifuncional que combina quatro modalidades do laser ND:YAG com 14 pulsos diferentes. O aparelho possui uma ponteira fracionada que promove microfuros na pele, facilitando ainda mais a retirada de pigmentos. Há ainda o protocolo Melanine, exclusivo contra o melasma, que promete melhorar em 95% a aparência das manchas.

Outra nova estrela dos consultórios é o StarLifting, uma espécie de evolução do Fotona 4D para rejuvenescimento. Além de atuar na flacidez profunda e no contorno facial, ele trabalha a textura da pele. “Essa associação permite que se tenha todos os benefícios do Fotona 4D, de textura e firmeza da pele, combinados a um clareamento importante, já que o primeiro promove apenas um clareamento leve”, explica o dermatologista Fernando Macedo, da Human Clinic, em São Paulo, e um dos principais especialistas em laser do País.

Segundo o dermatologista, é possível, sim, nadar contra a maré do envelhecimento – e isso é documentado cientificamente. “Quando promovemos esse estímulo na face, pescoço, mucosa, pálpebras, ou seja, em toda a pele, duas a três vezes ao ano, o organismo consegue produzir uma grande quantidade de colágeno e de fibras elásticas. O resultado é uma pele que geralmente não envelhece”, diz Macedo. “Claro que estruturas profundas, como osso e gordura, vão se perdendo ao longo dos anos. Mas, no que diz respeito à qualidade da pele, textura e firmeza, é como se o envelhecimento não estivesse acontecendo.”

Para o corpo, só se fala nele, o Emsculpt. Promete barriga tanquinho ou um up no bumbum sem que seja preciso derramar uma gota de suor. Trata-se de uma máquina com a tecnologia High-Intensity Focused Electro-Magnetic (HIFEM), um sistema eletromagnético focalizado de alta intensidade que induz contrações musculares impossíveis de se conseguir de forma voluntária. Essas contrações são repetidas durante 30 minutos, o que equivale a 22 mil abdominais, garantem os fabricantes. São necessárias quatro sessões para ver os primeiros resultados.

“O EMSculpt é a primeira abordagem não-cirúrgica para a melhora do abdômen e dos glúteos. Ele fortalece e tonifica os músculos e proporciona a morte das células de gordura abdominais – algo realmente revolucionário”, diz a dermatologista Ligia Novais, que tem uma clínica com seu nome em São Paulo. “Além de pacientes em busca da melhora estética, ele é procurado para aumentar a força e a resistência de atletas e também no pós-parto.” Ainda não é milagre, mas estamos quase lá.

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