Foto: reprodução/Bazaar
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Por Clarissa Wagner

Em tempos de selfies nas redes sociais, poucas coisas são tão desejadas quanto um rosto magro. Sabe aquele biquinho clássico ou o beijo no ar ensaiado para sair na foto com a cara magra (sim, essa é a verdadeira razão de tantas caras e bocas…)? Pois bem, eles estão com os dias contados. Explico: uma técnica que usa a toxina botulínica, o bom e velho botox, promete afinar a face de forma segura e sem dor. Eu, que sempre sofri com o “complexo de Kiko” (sim, o personagem bochechudo do seriado Chaves) e fui a alegria das tias que adoraram apertar bochechas, resolvi testar.

Procurei a dermatologista Calu Franco, da Clínica Vidal – uma casa elegante no coração do Jardim Paulistano -, já disposta a fazer o procedimento. Ela reconheceu que eu tinha indicação e lá fomos nós para essa novíssima empreitada estética. A sessão começa com ela aplicando um creme anestésico, ainda na sala de espera. Fiquei por cerca de 30 minutos com o produto. Também foram tiradas fotos de todos os ângulos do meu rosto. A doutora Calu fez, então, compressas de gelo no local onde seriam feitas as picadas, para amenizar a dor: a combinação do gelo com o creme deixa o rosto totalmente anestesiado.

Isso feito, tempo de encarar as agulhas. Em menos de 10 minutos, foram feitas três aplicações no músculo masseter (aquele da mastigação, que fica na região mandibular), em cada lado do meu rosto. A ideia é que, congelando-os, eles atrofiem e deixem o rosto mais fino e delicado.

Confesso que sou ligeiramente medrosa, mas a injeção é, de fato, indolor. Mal se sente a agulha tocar no rosto. Menos de uma hora depois do início da consulta eu já estava liberada… mas sem nenhuma mudança em minhas bochechas. É que o resultado final do procedimento aparece após três meses. A duração do efeito, entretanto, podem se estender até 24 semanas. E o botox pode ser reaplicado a cada seis meses – o preço é praticamente o mesmo das agulhadas na testa: cerca de R$ 1.500.

Voltei para casa feliz da vida, na esperança de ver meu rosto afinando pouco a pouco, e agradecendo à ciência pelas maravilhas do botox. Desde que foi descoberta, em 1950, os benefícios estéticos da toxina botulínica são sempre consequência do seu uso medicinal. Ela era testada para tratar vítimas de bruxismo, que sofrem com a contração dos músculos da mandíbula. Logo, médicos e pacientes notaram um efeito colateral incrível: o rosto deles ficava mais fino e anguloso.

Evidentemente, a técnica não é para qualquer um. “Os pacientes que têm mais indicação são aqueles que possuem aumento da musculatura local, geralmente com rostos mais largos e quadrados, e menos delicados”, explica a doutora Calu. Como ela foi feita sob medida para mim, recomendo-a às que se incomodam com as bochechas fartas. E posso garantir: é bem mais fácil ter a cara da magreza do que a tal da barriga negativa.

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