Hailey Baldwin – Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Os smartphones, tablets e laptops são verdadeiras extensões das pessoas: onde quer que se vá, lá estão os dispositivos eletrônicos nas mãos. De acordo com pesquisa da Universidade de Aston, no Reino Unido, cerca de 89% das pessoas utilizam o smartphone enquanto trabalham, outros 81% enquanto assistem TV e 78% no transporte público.

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Com o isolamento social, imposto pela pandemia do Covid-19, as pessoas estão ainda mais conectadas a esses aparelhos e outros equipamentos eletrônicos, como televisores e notebooks, que emitem luz azul artificial. O que muita gente não sabe, é que a exposição em excesso a esse tipo de luz pode prejudicar a visão.

Danos

Além de causar inflamação dolorosa da conjuntiva e da córnea, a luz azul artificial pode produzir lesões na retina, ocasionando doenças como miopia e aceleração de catarata pré-existente ou até mesmo a degeneração macular relacionada com a idade (DMRI). Ela gera ainda inibição da liberação do hormônio do sono, é a melatonina, interferindo na qualidade do sono e desencadeando outros problemas de saúde.

Como evitar

Para evitar esses problemas, o ideal é realizar uma pausa de 20 segundos a cada 20 minutos de uso dos dispositivos eletrônicos. Nesta interrupção, o correto é realizar alguns exercícios de relaxamento da visão como piscar mais vezes, olhar no horizonte ou em diferentes distâncias, bem como cobrir os olhos fechados com as mãos em formato de conchas (sem apertar, apenas para ficar mais escuro).

Também é importante beber bastante água ao longo do dia e optar por ambientes mais iluminados, de preferência com a luz natural. Além disso, é fundamental realizar consultas regulares ao oftalmologista e fazer exames de rotina,que permitem o diagnóstico precoce de possíveis doenças oculares.

Saúde ao alcance dos olhos

Atenta às necessidades do mercado, a multinacional alemã Zeiss, especializada em tecnologia voltada à saúde ocular, acaba de lançar as lentes “Zeiss Digital Shield”, sem grau e com proteção contra a luz azul emitida por equipamentos eletrônicos.

As lentes transparentes, desenvolvidas para não usuários de óculos de grau de correção, contam com tratamento que protegem da luz azul e luz UV e ajudam a evitar problemas na visão, como doenças na retina, miopia, secura dos olhos e até dificuldades para dormir.

Segundo a empresa, as lentes, que foram fabricadas a partir da mais moderna tecnologia, oferecem conforto visual e proteção contra a superexposição aos dispositivos digitais, que já fazem parte da rotina diária da maioria das pessoas.

As lentes podem ser utilizadas por qualquer pessoa, sem contra-indicações ou necessidade de receita oftalmológica – foram desenvolvidas justamente para quem não usa óculos. A produção das lentes leva em média sete dias a partir da escolha da armação mais adequada ao rosto e estilo de cada pessoa.