Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

A cena é comum: basta uma caminhada pelas ruas para ver que a grande maioria das pessoas está com a cabeça abaixada, olhos fixos na tela do smartphone. É como se fizessem da tecnologia mobile quase uma extensão do próprio corpo, um estilo de vida altamente conectado e em constante movimento.

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Os números que comprovam isso são espantosos: segundo uma pesquisa conduzida pelo Laboratório de Ciências da Zeiss Vision, líder mundial em tecnologia voltada à saúde ocular, em Tübingen, na Alemanha, 70% das pessoas usam vários dispositivos digitais simultaneamente. Quase oito em cada dez fixam o olhar no smartphone enquanto usam algum transporte público; 68% fazem o mesmo ao jantarem com a família ou amigos; 90% usam a tela do mobile para socializar; 81% recorrem ao dispositivo enquanto assistem TV; e 89% não largam o celular no trabalho.

Estar conectado e em movimento é um hábito absolutamente normal hoje – e é também democrático: atinge todas as faixas etárias, dos mais jovens aos mais velhos. Mas há um impacto grande no comportamento visual. Imagine os efeitos fisiológicos de toda essa superatividade. Há um mundo virtual na tela e outro real, acontecendo ao mesmo tempo, ao redor. E a visão tem de dar conta de tudo isso.

Para citar apenas alguns dos principais efeitos dessa mudança comportamental: o olhar passou a ser significativamente desviado para baixo e a atenção constante ao dispositivo móvel levou a novos padrões de postura corporal (queixo no peito e plano de visão alterado) e de movimentos oculares (que ficaram mais rápidos).

Essas alterações, somadas às já conhecidas mudanças que se dão com o avançar da idade, como vista cansada e a diminuição do diâmetro da pupila, por exemplo, levam a novos desafios à visão. A indústria óptica, por sua vez, trabalha para encontrar soluções que venham ao encontro desse novo comportamento. Em outras palavras, buscam-se alternativas que visem minimizar os impactos da conectividade em movimento – já que, ninguém duvida, ela veio para ficar.

Tecnologia focada
A Zeiss passou a oferecer, recentemente, um portfólio de lentes concebido especialmente para os novos desafios visuais da sociedade moderna. Essa nova tendência, em que os olhos alternam constantemente entre diferentes distâncias, foi levada em consideração na construção do design delas. Supertecnológicas, as lentes Zeiss SmartLife proporcionam visão nítida, clara e confortável para aliviar a superexposição aos dispositivos digitais e o cansaço visual decorrente da rotina diária.

O desempenho óptico foi projetado para acompanhar as alterações frequentes da posição da cabeça e dos olhos. A Zeiss SmartLife chega ao mercado em três versões: Single, Digital e Progressive, que permitem ajuste do grau de acordo com a necessidade de cada idade, estilo de vida e comportamento visual.

As Single Lenses são ideais para pessoas entre 20 e 35 anos; Digital Lenses, para a faixa etária entre 30 e 40 anos; e as SmartLife Progressive Lenses, indicadas para quem já passou dos 40. “Graças à tecnologia de ponta, conseguimos chegar a uma lente que une precisão e conforto visual”, diz Marcelo Frias, diretor de marketing da Zeiss.

Brasileiros superconectados
Segundo o relatório Estado de Serviços Móveis, feito pela consultoria App Annie, os brasileiros passam, em média, mais de três horas por dia usando o celular. Isso coloca o País em quinto lugar no ranking global de tempo em que se usa o aparelho. Tanta conexão levou a um movimento recente e bastante incomum, observado, sobretudo, nas últimas férias de janeiro: cada vez mais pessoas estão aderindo ao minimalismo digital.

Menos posts no Instagram, menos espiadas no Facebook, e mais gente curtindo família e amigos no modo offline. Blogueiras anunciando pausa aos finais de semana nas postagens, outras deletando de vez o perfil nas redes sociais. Um contraponto (e ao menos um descanso temporário) à realidade superconectada que tomou conta de nossas vidas – e de nossa visão – nos últimos anos.