Conheças as novas tecnologias para o tratamento da queda de cabelo
Foto: Alex Falcão

Stress, ansiedade, incertezas, medo, noites mal dormidas – todos nós vivenciamos isso, em maior ou menor grau, neste último ano. E o reflexo está sendo sentido nos cabelos: a queda é líder de queixas nos consultórios dos dermatologistas. Sim, o turbilhão emocional da pandemia atinge diretamente nossos fios. Ele provoca o que os especialistas chamam de stress oxidativo, que libera hormônios de crise como o cortisol, a prolactina e a adrenalina. Ao circular por todo o organismo, eles “jogam” fatores inflamatórios que vão diretamente para a pele e o cabelo.

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Na outra ponta dos queixosos da perda de fios, estão os pacientes recuperados de Covid-19, que têm relatado queda acentuada alguns meses após a infecção e o processo febril. “A perda de cabelo é um fenômeno bem descrito após qualquer doença viral, por causa da inflamação. E a Covid é uma das doenças mais inflamatórias de que temos notícia. Além disso, quando o organismo está inflamado, ele poupa os órgãos vitais. Como cabelo e pele são anexos, acaba indo pouca energia e nutrientes para eles”, diz a tricologista Luciana Passoni, de São Paulo.

Embora ainda não haja estudos científicos sobre o assunto, essa queda também pode estar ligada ao estresse psicológico que os pacientes vivenciaram com a infecção. Vários membros do Survivor Corps, grupo de apoio do Facebook a pessoas que tiveram Covid, relataram a perda de cabelo cerca de três meses após se recuperar da fase aguda da doença. Ela pode estar ligada a mudanças no ciclo natural de crescimento e queda dos fios.

Novas tecnologias

Conheças as novas tecnologias para o tratamento da queda de cabelo
Foto: Alex Falcão

Seja de fundo emocional, por razões fisiológicas (caso da Covid) ou até genéticas, o problema merece uma investigação médica criteriosa. E assim que a queda é notada. Com a abordagem precoce e os diversos tratamentos disponíveis em consultório, é possível frear essa queda e estimular o nascimento de novos fios.

O primeiro passo é sempre identificar a origem do problema. É isso que define o sucesso de um tratamento. E a boa notícia é um novo equipamento que, por meio de uma supertecnologia de análise de dados, determina a razão da queda e ajuda a decidir a terapia mais precisa para cada caso. O especialista em transplante capilar Thiago Bianco já usa em seu consultório o equipamento, batizado de HairMetrix. Um software associado ao tricoscópio capilar utiliza inteligência artificial e analisa em tempo real o couro cabeludo gerando informações detalhadas.

“O tricoscópio capilar com inteligência artificial é o primeiro no mundo que realiza análises e diagnósticos das causas de calvície. Com este aparelho, é possível detectar em minutos a causa da perda de cabelos dos pacientes, e ainda diferenciar uma alopécia androgenética (patologia que causa piora se não for tratada e leva até a calvície), do efeito alopécia difusa ou eflúvio telógeno (perda aguda e progressiva do cabelo após doenças crônicas ou febris, estresse emocional ou parto no caso das mulheres, onde o cabelo se desprende facilmente)”, explica Thiago Bianco.

Antes, sem este aparelho, era necessário cortar ou raspar uma área para análise. Agora, o especialista olha com o tricoscópio, capta as imagens, seleciona as regiões para análise (por exemplo, onde há queixa ou atrofia), e por meio das informações do software realiza um diagnóstico rápido e extremamente preciso.

“Esse diagnóstico auxilia também na questão cirúrgica do transplante, pois consegue quantificar exatamente qual área do paciente será possível doar, a quantidade de folículos que poderão ser retirados e, ainda, calcula a quantidade de folículos para a área receptora, agilizando a programação cirúrgica”, diz o especialista.

Entre as melhores opções no arsenal antiqueda, os especialistas costumam associar terapias feitas em consultório, caso dos lasers de baixa intensidade, dos fracionados, LED , microagulhamento robótico com aplicação de substâncias ativas no couro cabeludo, e terapia regenerativa com PRP, o plasma rico em plaquetas. Além, é claro, dos tratamentos orais, como as vitaminas e o Minoxidil, que segue imprescindível em alguns casos.

Conheças as novas tecnologias para o tratamento da queda de cabelo
Foto: Divulgação

Mas como em tempos de pandemia bom mesmo é ficar em casa (e o outono, mês oficial da troca de fios, já deu as caras), uma supertecnologia antiqueda de uso caseiro tem feito a cabeça, literalmente, de quem sofre com o mal. Criados pelo cirurgião vascular Álvaro Pereira, o capacete de LED Capellux I9 (R$ 2.499) e o boné Capellux (R$ 980) ajudam a tratar e deixar os fios mais encorpados, vistosos e combatem a queda capilar.

“O equipamento usa a tecnologia de fotobiomodulação ou flextooh, que permite emitir luz LED com comprimento de onda que penetra diretamente no couro cabeludo e estimula a produção de energia celular promovendo o combate ao afinamento, ressecamento e queda capilar”, acrescenta o médico. Doze minutos diários de uso do boné ou sete minutos do capacete garantem bons resultados.