Foto: Arquivo Harper's Bazaar
Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Quem são as mulheres em busca de tratamento íntimo? “Elas têm entre 30 e 65 anos e desejam dar um passo à frente na busca por autoconhecimento e qualidade de vida”, diz Luiz Perez, idealizador do Espaço Mira, na capital paulista, centro especializado na área.

Ele explica que a incontinência urinária é uma queixa frequente e está diretamente relacionada com perda da qualidade de vida sexual e da libido. Se a musculatura pélvica enfraquece, o prazer fica diminuído e surge, na sequência, a incontinência. Também são comuns as queixas de dor na relação, que ocorre por diversas causas, como contratura muscular, secura vaginal, fissuras, infecções ou excesso dos pequenos lábios.

Para cada caso, há uma abordagem diferente. Secura vaginal também é uma reclamação frequente, em pacientes acima dos 40 anos ou que fizeram quimioterapia. Hoje é possível reverter isso com laser e radiofrequência endovaginais, com ótimos resultados desde a primeira sessão.

Dentre as queixas estéticas predominam a coloração escura da área íntima, que pode ser tratada com laser e peelings, a flacidez dos grandes e pequenos lábios, corrigida com radiofrequência e preenchimentos, e a hipertrofia dos pequenos lábios, removida cirurgicamente (ninfoplastia).

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“Todos os tratamentos funcionais visam melhorar a sensibilidade, a lubrificação e o tônus do canal vaginal. Eles não só tratam queixas, mas também favorecem orgasmos mais frequentes, intensos e duradouros para algumas mulheres. Do ponto de vista estético, conseguimos grandes resultados na melhora da coloração, volumização e lifting. Tudo caminha junto. Se a mulher se vê mais bonita, fica à vontade e feliz com seu corpo e, assim, aproveita mais a relação.”, diz Perez.

Com tantas opções, saber ouvir e falar com a paciente é essencial para evitar excessos e procedimentos desnecessários. A ninfoplastia, por exemplo, é a modalidade cirúrgica que mais cresce no País. “Eu raramente faço essa cirurgia nas minhas pacientes. Na maioria das vezes, há uma discordância entre o que é de fato um caso cirúrgico e o que a paciente acha que está ‘errado’. O que é uma vulva normal? Criou-se, hoje, um padrão estético íntimo no qual menos de 10% das mulheres se encaixam. Isso gera muita angústia desnecessária”, alerta o especialista.

Com o arsenal crescente de terapias íntimas femininas, o maior ganho está em desconectar, de uma vez por todas, a palavra vagina da palavra tabu. “Toda mulher nasce com uma e a mulher trans hoje também consegue ter a sua. Por que tanto mistério, tanto desconhecimento, tanto medo de falar de vagina em pleno ano de 2018?”, questiona Luiz Perez.

Tudo é uma questão de lançar mão do binômio: abordagem sem preconceitos e conhecimento científico. Uma fórmula certeira e à prova de erros.

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