Miranda Kerr é adepta da dieta alcalina - Fotos: Getty Images
Miranda Kerr é adepta da dieta alcalina – Fotos: Getty Images

Fashionistas (magérrimas) como Miranda Kerr (na imagem acima), Gwyneth Paltrow e Victoria Beckham elegeram uma nova dieta para chamar de sua: a chamada alcalina. E todas elas devem ter lido o recém-lançado Honestly Healthy, livro escrito por Vicki Edgson e Natasha Corrett, meia-irmã de Sienna Miller e ótima garota-propaganda do método alcalino: ela afirma ter perdido 13 quilos e – principalmente – ficado muito mais saudável depois de adotar a dieta da vez como estilo de vida.

O princípio é familiar para quem lembra das aulas de química do colégio. Tudo o que consumimos pode ser clássificado como ácido ou alcalinos. Uma escala, que vai de 0 a 14, é medida em pH ( potencial de hidrogênio). Quanto mais ácido um alimento é, mais próximo do 0 ele está. Nosso corpo deve ter pH mais próximo do alcalino entre 7,35 e 7,45 e, para mantê-lo nesses níveis, a dieta é fundamental.

O que acontece é que nossa tendência atual é consumirmos alimentos muito ácidos, que estressam o sistema digestivo e outros órgãos. O ideal é diminuir o consumo de refrigerantes, água tônica, farinhas, açúcares, frituras, adoçante carne e leite de vaca – para citar apenas alguns.

“Um organismo alcalino consegue eliminar toxinas com mais facilidade”, afirma a nutricionista funcional Andrea Santarosa. “Quando acumuladas em um ambiente ácido, elas podem gerar doenças graves.” Nessa lista entram úlceras,hipertensão, reumatismo (já que o corpo “rouba” minerais alcalinizantes dos ossos), problemas intestinais e cansaço.

Para entrar no clima, Natasha propõe que seja feita uma limpeza poderosa, com sucos e vegetais, para se livrar de todas as toxinas acumuladas durante anos – e responsáveis por fadiga, dores de cabeça, mau-humor e excesso de peso. Depois de três semanas, é possível consumir uma gama maior (e mais gostosa) de pratos. “O princípio lembra os tradicionais detox”, afima Andrea. “O foco são alimentos frescos e alcalinizantes, como lentilha, brócolis, algas, kombu, batata doce, inhame, melão, cogumelos pequenos e frutas consideradas, erroneamente, ácidas, como abacaxi, limão e tangerina. Elas se transformam em combustível alcalino quando digeridas.”

O resultado é uma melhora na digestão, imunidade, humor, equilíbrio dos hormônios, aumento da energia e concentração. Outra boa notícia é que, a longo prazo, Natasha propõe que a dieta seja seguida durante 70% do tempo. Nos outros 30%, exceções são permitidas. Chocolate, um belo prato de massa e vinho não desaparecerão completamente do menus.

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