Polêmica divide opiniões de experts - Foto: reprodução/Harper's Bazaar
Polêmica divide opiniões de experts – Foto: reprodução/Harper’s Bazaar

Whey Protein, BCAA, creatina e géis de carboidratos se tornaram, nos últimos tempos, essenciais aos adeptos da malhação. São combustíveis preciosos para dar um boost no treino, com promessas de ganho de massa magra. Usuários mais fervorosos, aliás, garantem até que emagrece. Mas uma corrente de especialistas em medicina esportiva colocou na berlinda o uso indiscriminado de shakes, suplementos e bebidas esportivas nas academias. Segundo eles, se utilizados de maneira errada, esses produtos podem atrapalhar os planos de manter a forma. Eles defendem a ideia de que, a menos que seu treino seja de altíssima intensidade ou dure mais de uma hora e meia por dia, sua necessidade fisiológica de reposição imediata de proteínas e carboidratos é mínima.

Foto: Getty Images
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No caso de quem treina de forma leve a moderada, em média três vezes por semana, até uma hora por dia, alimentos naturais ricos em proteínas, sucos e smoothies são mais do que suficientes para repor os nutrientes perdidos e melhorar a performance. “Esses produtos são recomendados para aqueles que perdem muitos nutrientes durante a atividade. Muitas vezes, eles não conseguem comer de uma vez todo o alimento que precisariam para equilibrar o organismo”, aponta a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria.

“Assim como os isotônicos, esses suplementos são feitos para atletas”, explica Yoni Freedhoff, médico especialista em dietas da Universidade de Ottawa e um dos líderes do movimento pelo fim dos excessos no uso de combustíveis pós-treino. “As pessoas, em geral, superestimam a quantidade de proteínas e carboidratos que o corpo utiliza durante a atividade física”, continua Freedhoff, autor do livro The Diet Fix: Why Diets Fail and How to Make Yours Work, sem tradução no Brasil, best seller no Canadá.

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