Foto: Alex Falcão

Você certamente já ouviu falar em probióticos, prebióticos e vitaminas para dar um boost na digestão e melhorar a imunidade, afinal, cerca de 70 a 80% das células imunes do corpo residem no intestino.

Mas o destaque recente são as enzimas digestivas, que têm papel essencial nesse processo de ativar o sistema imune: elas ajudam o corpo a metabolizar os alimentos, fazendo com que os nutrientes, como vitaminas e minerais, fiquem livres e biodisponíveis para fornecer energia às células.

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Há a protease, que ajuda a hidrolisar e metabolizar as proteínas. A amilase, que faz o mesmo com os carboidratos. E a lipase, que ajuda a metabolizar gorduras. Cada vez mais é consenso entre especialistas que, para atingir o tão almejado bem-estar, a melhor forma de começar é pela saúde intestinal. Se ela vai bem, todo o resto flui melhor.

Existem várias outras enzimas responsáveis pela decomposição de alimentos específicos, como a lactase para lactose, o açúcar dos produtos lácteos, e a DPP-IV para digerir o glúten. Desde que seu corpo seja capaz de produzir essas enzimas nas quantidades necessárias para “quebrar” os alimentos que você consome diariamente, não há necessidade de suplementar.

O problema é que, hoje já se sabe, o estresse afeta a produção das enzimas. E não é só ele. A grande questão está na microbiota individual: má alimentação, insônia, pouca hidratação, excesso de medicação, bebida alcóolica e cigarro também estão na raiz das alterações metabólicas e imunológicas.

“A saúde intestinal é essencial para a imunidade e, ao encontrarmos dificuldade na quebra dos alimentos, teremos reações de alergia alimentar, alterações da barreira intestinal e uma inflamação crônica, muitas vezes silenciosa, que altera a qualidade imunológica, tão importante no combate a vírus, fungos e bactérias”, diz a nutróloga Vânia Assaly, do Instituto Assaly.

Alguns suplementos à base de enzimas foram formulados especificamente para melhorar a função imunológica. Recentemente, várias marcas passaram a investir em fórmulas que combinam probióticos, vitaminas e enzimas para ampliar o alcance dessas substâncias na saúde intestinal e também facilitar o consumo.

Algumas são complementadas até com fitoterápicos, como equinácea e sabugueiro, com ação contra gripes e resfriados. Nos Estados Unidos, uma das marcas que vêm ganhando espaço é a FRISKA, com suplementos como o Nightly Reboot, que promete uma melhor noite de sono via restauração da saúde intestinal. O Energy Boost aumenta a energia com enzimas e cafeína orgânica.

Aqui no Brasil, é mais comum encontrar suplementos exclusivos de enzimas digestivas nas farmácias especializadas, mas já há uma tendência de se ter produtos que reúnam, na mesma fórmula, vários nutrientes que melhoram a imunidade por meio do intestino – para além das enzimas.

Um desses suplementos é o Golden Mix, da Holistix, uma mistura em pó, inspirada na Ayurveda. O mix é 100% natural e seu primeiro ingrediente é a cúrcuma, que a ciência já reconhece ter alto poder anti-inflamatório e antioxidante. Da Galena, o ativo Nucleotides é produzido por fermentação de leveduras que aumentam a produção de anticorpos.

“É muito importante que todas as barreiras do nosso corpo estejam reforçadas e começar os cuidados por dentro é essencial”, diz Claudia Coral, vice-presidente da Galena.

O conceito de saúde intestinal vem ganhando impulso nos últimos anos, e, mais ainda, agora, com a pandemia do novo coronavírus. Muitas pessoas estão dormindo mal, estressadas, ansiosas, e tudo isso afeta diretamente a imunidade.

Nutrólogos e nutricionistas são unânimes em afirmar que uma boa alimentação, um sono reparador e uma rotina livre de estresse, e onde cabem exercícios físicos, são o suficiente para garantir a saúde de uma forma geral. Mas, em tempos de pandemia, o momento – e o corpo – pedem reforços.