Grão germinado na dieta! - Foto: Reprodução/Harper's Bazaar
Grão germinado na dieta! – Foto: Reprodução/Harper’s Bazaar

Por Vânia Goy,

Conhecidos também como alimentos vivos, os germinados devem ser consumidos no momento em que uma nova planta começa a brotar no interior da semente. “Nessa fase, os grãos estão retendo água e gerando energia para a planta crescer saudável”, explica Andrea Santa Rosa, nutricionista funcional e expert em comidinhas naturebas. “Esse processo dura até 12 horas e chega a triplicar os nutrientes em cada grão, transformando-os em verdadeiras bombas vitaminadas.”

Grãos germinados são fontes, por exemplo, de vitamina B12 – rara em vegetais e responsável por regenerar as células e aumentar a imunidade. Eles também são recomendados para quem quer emagrecer. “Pouco calóricos, ricos em fibras e proteínas, aumentam a sensação de saciedade com porções mínimas”, diz Andrea.

A lentilha, por exemplo, concentra doses altíssimas de aminoácidos importantes na produção de serotonina, que dá a sensação de bem-estar. O feijão azuki germinado é muito mais fácil de digerir do que qualquer outro, além de ter superdoses de ferro, indispensáveis para combater a fraqueza e o cansaço.

E o grão de bico é rico em proteínas e grande aliado na produção de colágeno, elastina e na reparação dos músculos. Versões potentes de lentilha, feijão azuki, grão de bico, farinha de linhaça e granola germinados já estão disponíveis para compra, frescas ou desidratadas, prontinhas para o consumo. Algumas opções são comercializadas pelo sítio do Moinho, pela Fiori de Zucca e pelo Do Vivo.

Tiana Rodrigues, chef do restaurante Universo Orgânico, no Rio de Janeiro, é heavy user dos germinados há uma década. Conheceu o potencial dos grãos enquanto estudava nutrição naturalista em Nova York. “Reparei que eles eram incluídos em sucos verdes e vitaminas. Como diariamente, e elas já me ajudaram a tratar uma tendinite chata.”

A recomendação é comer os grãos frescos e sem cozimento, o que destrói os nutrientes. Renato Caleffi, chef que comanda o restaurante Le Manjue Bistrot, em São Paulo, faz até “docinhos vivos”, usando ingredientes germinados. “Mas a forma mais simples de consumi-los é complementando saladas tradicionais”, ensina.

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