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Por Anna Paula Buchalla 

Uma em cada seis pessoas no mundo luta contra olheiras e bolsas de gordura sob os olhos, segundo dados da Sociedade Americana de Dermatologia. Mesmo com um bom arsenal de tratamentos, que vai de cremes clareadores a lasers, preenchimentos e até cirurgia, 45% delas não vão encontrar uma solução definitiva para o problema. Encaremos o fato: é muito difícil acabar com as manchas arroxeadas. Quem tem sabe: cada um que se vire para encontrar o corretivo mais adequado para disfarçar os olhos profundos e cansados. A realidade é dura, mas ao menos três boas – e novas – notícias surgiram nos últimos meses no horizonte dos tratamentos: um novo laser que promete maravilhas contra olheiras, quatro ativos que, combinados, minimizam bastante o problema num prazo de dois meses e um novo tipo de procedimento dermatológico, com preenchedores mais leves e resultados melhores.

Com lançamento previsto para o primeiro semestre, um novo equipamento, o Antares, garante ser uma luz no fim do túnel para quem ainda não conseguiu derrotar o mal. Ele combina LED de alta potência e laser para maximizar os efeitos e tem mostrado ótimos resultados na melhora das olheiras. A grande vantagem é que não gera calor excessivo, não é dolorido nem invasivo. Ele também tem aplicadores exclusivos, de vários tamanhos, que facilitam o alcance da luz em partes menores e de difícil acesso, caso da área sob os olhos. “A região da olheira limita o uso de produtos e a intensidade dos aparelhos devido à sensibilidade aumentada da pele nessa região”, explica a dermatologista Vivien Yamada, da Clínica Haute, de São Paulo.

Os lasers convencionais, como o fracionado, o mais indicado para o problema, são um pouco mais agressivos e acabam causando inchaço e vermelhidão. O método provoca microcoagulações na pele, para que as partes lesionadas se renovem, produzindo colágeno novo e melhor textura. O Antares promete ainda resultados superiores na coloração da pele. Já existe um laser específico para pigmento (o NdYag 1064 Q-switched), que age sobre a melanina e clareia a olheira, mas nem todos os pacientes respondem bem a ele, por causa de algumas particularidades das olheiras. Além do excesso de melanina, elas podem ainda ser de origem genética, resultado de má circulação e aumento dos vasos sanguíneos, tabagismo, álcool, noites mal dormidas, estresse, rinite, sinusite e até TPM.

Como os procedimentos dermatológicos sempre contam com uma ajudinha extra dos cremes, a boa nova está em quatro ativos que, combinados, prometem combater, simultaneamente, bolsas, olheiras, pálpebras caídas e pés-de-galinha, em dois meses. Batizado de Pretty Eyes, o manipulado tem na fórmula Beautifeye, Eye Liss, Haloxyl e Nanofactor C. Enquanto os dois primeiros levantam a pálpebra e reduzem o inchaço, o Haloxyl praticamente tira a pigmentação da mancha. E, por fim, o Nanofactor C, uma vitamina C potencializada com fator de crescimento, que elimina as toxinas ao redor dos olhos. “O ideal é usar pela manhã, antes da maquiagem, e é indispensável usar à noite, antes de dormir, porque é quando há uma maior efetividade do tratamento”, explica a bioquímica Sara Bentler Vanzin, da PharmaSpecial, que produz os ativos.

Procedimento bastante comum nos consultórios em casos de olheiras de sulco profundo, os preenchimentos nem sempre deixam resultado desejável. O princípio é preencher o “vazio” com ácido hialurônico para reduzir a diferença de relevo e eliminar o efeito de sombra. “A quantidade errada ou o tipo de preenchimento inadequado podem produzir inchaço permanente na região. A injeção do produto no interior de vasos sanguíneos ainda é capaz de provocar lesões mais sérias”, diz o cirurgião plástico Vitorio Maddarena, diretor da Clínica Maddarena, em São Paulo. Recentemente, muitos dermatologistas têm recorrido aos skinboosters, como o Restylane Vital Light, que não deixam de ser preenchimento com ácido hialurônico, mas de baixa densidade e com ótimos resultados.

“Eles atraem e retêm água na região, tornando a pele mais hidratada, com maior capacidade de reflexão luminosa, o que a faz ter mais brilho e, consequentemente, menos sombra”, explica o médico. Segundo ele, a região da pele e o modo como o skinbooster e o preenchimento são aplicados são diferentes. Há casos em que ambas as técnicas são utilizadas simultaneamente.
Juntem as novidades ao arsenal que já existe – e, aqui, entram os mais recentes, como o microagulhamento e o ultrassom microfocado, que estimulam o colágeno, e técnicas de preenchimento com células de gordura do próprio corpo – e se pode dizer que, se a guerra contra as olheiras não está vencida, pode estar bem perto do fim