Fotos: Victor Daguano
Fotos: Victor Daguano

por Anna Paula Buchalla

Ao longo de 40 anos em evidência, Luiza Brunet soube como ninguém ser bela e autêntica, em di­ferentes fases da vida. Do cabelo curtinho e irreverente, aos 16 anos, em um icônico comercial de jeans, ao visual mais clássico, com saias, vestidos, calças de alfaiataria e camisas bem cortadas, a eterna modelo, hoje com 53 anos, continua a inspirar. “Já fui muito mais ousada, mas, com o passar do tempo, a gente vai se transformando… ainda bem!”, diz. “Não poderia jamais me vestir como minha filha Yasmin, no auge da ju­ventude. Fica totalmente desproporcional.”

Luiza não se incomoda com a passagem do tempo. Envelhe­cer é inevitável, mas o segredo, diz ela, é sentir-se bonita e jovem sempre. Sua receita? “O mais importante é manter a naturalidade e a classe na maturidade”, afirma. “Me inspiro em mulheres como Costanza Pas­colato e Gloria Kalil, elas têm bom gosto, sabem agir de acordo com a idade, não exageraram nos procedi­mentos estéticos e nas plásticas, e é isso o que as torna ainda mais lindas.”

A modelo se cuida e faz isso com prazer: é adepta de exercícios leves, com pouco peso, suficientes para manter o corpo harmônico. Faz spin­ning e caminhadas na orla carioca, onde mora, e abomina os corpos ultramusculosos e sarados que vê por aí. “Sou muito mais ter uma barriguinha e celulite do que essa estética com jeito de anabolizante. É uma falta de respeito com a saúde.” Em seus cuidados com a pele, entram peelings (uma vez a cada três meses, mais ou menos), Botox (uma vez ao ano), lasers para estímulo de colágeno do rosto (“alguns são milagro­sos!”) e máquinas para o corpo. Também faz massagem modeladora e drenagem linfática, três vezes na se­mana. Plástica? “Nada, mas nada contra mesmo. Tenho vontade de fazer minilifting”, revela.

Luiza não sai de casa sem maquiagem. Base, máscara de cílios e batom são indispensáveis. “Com tantos recursos, é mais fácil envelhecer nos dias de hoje”, afirma. “Eu, por exemplo, aderi aos fios compridos. Até algum tempo atrás, achava obrigatório que a mulher, após certa idade, tivesse o cabelo mais curto. Agora, acho que o compri­mento até ajuda a dar um ar mais jovial.” Entre suas receitas para se manter e se sentir jovem, ela cita ainda a boa convivência com os filhos – “estou na melhor fase da maternidade” –, viagens, daquelas de botar o pé na areia para reenergizar, e algumas taças de vinho para desestressar.A alimentação requer policiamen­to constante: “Se saio para jantar, não vou no T-bone steak, opto pela saladinha. Muitas vezes, como em casa antes para não me render à gula”. Beleza, aprendam com ela, exige alguns sacrifícios. Mas eles certamen­te terão valido a pena.