Alguma vez você já se perguntou por que diabos não existia um viagra feminino? Pois bem...(parece que) a espera acabou! - Foto: Reprodução/ Harper's Bazaar
Alguma vez você já se perguntou por que diabos não existia um viagra feminino? Pois bem…(parece que) a espera acabou! – Foto: Reprodução/ Harper’s Bazaar

Por Júlia Tibério

Com cara de invenção milagrosa, um procedimento recém-lançado nos EUA tem dado (muito) o que falar entre mulheres que há anos se perguntam se, depois do Viagra, não surgiria nada que tivesse o mesmo resultado, mas feito especificamente para o corpo feminino. Um dos maiores buzzes internacionais nesse sentido atualmente é chamado The O-Shot. O tratamento, criado pelo dr. Charles Runels (mais conhecido por ter desenvolvido o polêmico Vampire Facial, peeling de sangue de Kim Kardashian), promete acabar com a disfunção sexual feminina ao injetar, in loco, PRP (ou plasma rico em plaquetas) retirado do sangue da própria paciente. O nível de aprovação é altíssimo: 85% das mulheres que se submeteram a ele ficaram felizes com o resultado.

Segundo elas, o procedimento aumenta a sensibilidade da região, ameniza disfunções hormonais e, consequentemente, melhora o desempenho sexual. Charles Runels explica que o procedimento usa as plaquetas para estimular o nascimento de novas células nas paredes vaginais e no clitóris. Runels também acredita que essas plaquetas, que o corpo utiliza normalmente para produzir mais tecido e células novas, são responsáveis por aumentar a sensibilidade a estímulos. Outro ponto positivo revelado pelas adeptas do O-Shot é o timing: segundo elas, agora, toda hora é hora.

Para a produção do shot, o sangue extraído vai para uma centrífuga, que separa o plasma. Depois da aplicação de um creme anestésico, a injeção é dada na área mais sensível da vagina. O processo – que custa em média US$ 1,5 mil e dura cerca de 20 minutos -, por enquanto, é feito apenas nos EUA. O efeito imediato é um aumento de volume na área. Depois disso, o desejo sexual acentuado dura mais ou menos uma semana. Contudo, Runels conta que o resultado final vem depois de alguns meses, quando o tecido começa a se desenvolver e estimular as células-tronco, a produção de colágeno e os vasos sanguíneos. A injeção é eficaz por, no mínimo, um ano e meio.

Tem medo de agulha? Há, também, versões em comprimidos chegando por aí. Em abril, o mercado farmacêutico inglês vai lançar a primeira pílula focada no prazer feminino. A Lady Prelox, da Nord Pharma, deve ser tomada duas vezes ao dia, por um mês, para começar a surtir efeito.

Mas, apesar do marketing usado para vender o medicamento como “o viagra feminino”, há controvérsias em relação à sua real ação no organismo. “O comprimido, rico em arginina, é um tratamento para aumentar a lubrificação das mulheres, mas não altera o desejo sexual”, explica Amaury Mendes Jr., ginecologista e sexólogo, médico e professor de Sexologia da UFRJ. “É indicado para quem está na menopausa, por exemplo”, completa. O Lady Prelox deve chegar ao Brasil ainda no segundo semestre deste ano.

Outros três comprimidos estão em fase de testes na Europa e devem ser lançados em 2015. Um deles, em ação semelhante ao Viagra, bombeia mais sangue para a região genital. Os outros dois atuam no cérebro da mulher, para diminuir a timidez e, assim, aumentar o desejo sexual. É ver (e tomar!) para crer.