Bazaar testa a novidade nos centros de estética - Foto: Reprodução
Bazaar testa a novidade nos centros de estética – Foto: Reprodução


Por Camila Garcia

Todo ano, o alvoroço é grande quando os principais dermatologistas brasileiros voltam do Congresso da Academia Americana de Dermatologia, em Miami. É lá, em um dos encontros mais importantes do mundo, que são lançadas as maiores novidades da área. Um dos destaques desta edição, que aconteceu em março de 2013, foi o aparelho de radiofrequência tripolar Maximus. As promessas são tentadoras: melhora a flacidez em praticamente todo o corpo e rosto, atenua cicatrizes, estrias e marcas de acne, além de reduzir medidas.

O grande trunfo do Maximus é gerar um campo magnético que emite calor. Em contato com a pele, a 45ºC, a produção de colágeno é estimulada. Outra grande novidade é a tecnologia DMA de ativação muscular: “Além de passar pela epiderme e derme, o Maximus vai ainda mais fundo e faz o músculo sofrer microcontrações, o que diminui a flacidez. É como se o paciente fizesse uma ginástica superpotente”, esclarece a dermatologista Monica Aribi, que já tem o aparelho em seu consultório. “Ele também funciona superbem para pés de galinha e evita o uso de botox”, explica. Palavras mágicas para qualquer mulher, não? Eu me encantei com a explicação e resolvi testar o Maximus na barriga e ao redor dos olhos.

A sessão corporal durou 20 minutos – são indicadas seis, uma vez por semana (R$ 400, em média). No começo, a sensação foi incômoda: a ponteira era quente, mas suportável, e tive a impressão de que recebia vários microbeliscos por segundo. Logo me acostumei, e a esteticista aumentou um pouco a potência. Os beliscos se intensificaram, o aparelho esquentou mais, mas a pele já não sofria tanto.

Enquanto cuidava do corpo, a enfermeira aplicou uma pomada anestésica ao redor dos meus olhos. A doutora Monica me mostrou a ponteira para o rosto, parecida com um chip de celular. Senti como se levasse carimbadas ao redor dos olhos, umas quatro, pelo menos. O anestésico amenizou a dor, mas, quando a ponteira “carimbou” minha pálpebra, soltei um grito involuntário. Ainda bem que o procedimento foi rápido.

Tomei outro susto quando me olhei no espelho. Meus olhos estavam inchados e muito vermelhos. Fui embora com a indicação de aplicar, três vezes ao dia, a nova pomada Cicaplast, da La Roche-Posay, para ajudar a cicatrização. As marcas dos “carimbos” levaram mais de uma semana para desaparecer, mas, aos poucos, um efeito lifting bem natural foi surgindo. Na barriga, depois de duas sessões, senti uma firmeza que as aulas de abdominal não me deram.

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