Foto: Divulgação
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O setor de cosméticos foi um dos que registraram queda nos últimos meses na economia brasileira. Em abril, a Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou, por exemplo, que o volume de vendas desse tipo de produto caiu 0,7% em relação ao mês anterior, ajudando a puxar o total de trocas comerciais do varejo brasileiro para baixo (-0,6%).

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No entanto, já faz algum tempo que a estratégia do setor de cosméticos mudou: segundo o diretor da NürnbergMesse Brasil, organizadora da Exposição Internacional de Tecnologia para a Indústria Cosmética (FCE Cosmetique), Diego de Carvalho, a tendência é que o conhecimento de novos produtos químicos ajude no surgimento de cosméticos “verdes”. “As inovações e a mudança de mentalidade de buscar produtos orgânicos no lugar de sintéticos tem gerado um aumento de investimentos.”, disse ele.

A aposta é compartilhada por empresas, fabricantes e associações do setor, que até dois anos atrás tinha uma única produtora de cosméticos 100% naturais com o selo IBD, a maior certificadora de produtos naturais e orgânicos do país. “O selo é a garantia que você tem desde a produção até a entrega da matéria-prima, toda aquela cadeia sustentável. Onde você tem respeito não só ao meio ambiente, em termos de produtividade, mas também em termos sociais”, explicou o químico Flávio Moraes.

Em 2017, o setor de orgânicos, incluindo alimentos ─ in natura e industrializados ─, cosméticos e têxtil, faturou R$ 3,5 bilhões apenas no mercado nacional, de acordo com dados do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis). Em 2016, o faturamento foi R$ 3 bilhões. No primeiro ano do levantamento, em 2010, o setor havia faturado R$ 500 milhões.

Em 2018, o então Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou que reconhecia 17.075 registros de entidades produtoras de orgânicos no país, das quais cerca de 70% dos produtores eram de agricultura familiar. Em 2013, eram apenas 6.700 registros. O último censo do setor, de 2006, mostrou ainda que a agricultura familiar participava com 30% do valor bruto da produção agrícola e agropecuária no Brasil, o que representava em torno de R$ 12 bilhões, segundo dados do ministério.

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