Foto: Pixabay
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Velha conhecida dos nutricionistas, a spirulina é uma das grandes novidades do mercado de suplementos alimentares brasileiro do ano. Apesar da maioria dos consumidores acreditarem que se trata de uma alga, ela é na verdade uma cianobactéria – bactéria capaz de fazer fotossíntese, como as plantas – rica em proteínas que se tornou famosa depois de ter sido usada com sucesso pela National Aeronautics and Space Administration (NASA) como suplemento para astronautas em missões espaciais fora da Terra.

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Segundo o nutricionista Diogo Círico, da Growth Supplements, a cianobactéria, em termos científicos, é uma biomassa seca de outra bactéria, a arthrospira platensis, que é comumente encontrada em águas doces e marinhas de várias partes do mundo.

Desde sua descoberta, passou a ser recomendada por profissionais de nutrição como fonte de proteína e suplemento vitamínico para humanos, sem efeitos colaterais significativos. Além do alto conteúdo (até 70%) de proteína, também possui vitaminas, especialmente B12 e provitamina A (β-carotenos) e minerais, especialmente o ferro – também é rico em ácidos fenólicos, tocoferóis e ácido γ-linolênico.

“Como a spirulina tem muitos nutrientes, ela pode induzir implicações metabólicas interessantíssimas, como modular algumas funções do sistema imunológico, além de apresentar propriedades anti-inflamatórias. É uma excelente indicação tanto para quem deseja saúde e qualidade de vida como para quem está em algum processo de recuperação muscular”, diz Círico.

De acordo com ele, alguns estudos recentes ainda apontam que a spirulina pode ter efeitos anticancerígenos, antivirais e antialérgicos. Outras pesquisas sugeridas pelo nutricionista da Growth defendem que o consumo da “alga” aumenta o lactobacilo saudável no intestino, permitindo a produção de vitamina B6 que ajuda na liberação de energia.

Ela ainda possui alto poder antioxidante, muito por causa da C-ficocianina (C-PC), uma das principais biliproteínas existentes. Essa propriedade faz com que spirulina tenha capacidade de ajudar pessoas com rotinas de treino intensas.

O nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia, completa as capacidades da cianobactéria afirmando que ela pode ser muito útil para quem faz dieta hipocalórica, como uma forma de complementar o consumo de nutrientes. “Conheço pessoas que estão se recuperando de cirurgias ou então que são alcoólatras e que, precisando de um aporte nutricional maior, consomem spirulina”, revelou.

Atualmente, a spirulina é vendida principalmente como um suplemento dietético na forma de bebidas ou comprimidos e foi reconhecida há alguns anos como um “alimento seguro” pela Food and Drug Administration, entidade estadunidense de controle alimentar. Lá, assim como no Brasil, ela é chamada por nutricionistas e praticantes de atividades físicas por apelidos como “superalimento” ou “alimento do futuro”.

“Como ela possui ‘componentes excepcionais’ que contribuem para altos níveis de energia e vitalidade, como polissacarídeos (ramnose e glicogênio) e gorduras essenciais (GLA), que ajudam na liberação de energia, ganhou esse reconhecimento do público que já a conhece”, finaliza Círico.

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