Ainda não sabe o que é o surfe motorizado? Na matéria a baixo a Bazaar te explica - Foto: reprodução
Ainda não sabe o que é o surfe motorizado? Na matéria a baixo a Bazaar te explica – Foto: reprodução

Por Clara Reis

Concordo com Diana Vreeland: surfar é mesmo a coisa mais maravilhosa do mundo. Fui criada em Ipanema, e observar os surfistas na praia sempre fez parte da minha rotina – apenas observar, que fique claro! Quando Bazaar me convidou para testar o Jet Surf – modalidade feita sobre uma prancha motorizada que é mania nas praias cariocas –, não pensei duas vezes.

O local escolhido foi o Posto 6, na praia de Copacabana, um dos meus cantos prediletos da cidade. O céu estava cinza, e o mar, agitado. “Você já surfou ou andou de skate? Tem prática de esportes de equilíbrio sobre a água?” As perguntas foram feitas pelo expert no assunto (e meu instrutor no dia) Igor Bondarczuk. A resposta? “Não!” Ele seguiu: “Quem já pratica essas modalidades não tem muita dificuldade. Já os iniciantes [no caso, eu…] precisam de um pouco mais de prática e paciência. É que esse é um brinquedo de alta performance, como um motocross do surfe!” E concluiu: “É pressão para quem gosta de adrenalina!”. Recado dado.

A prancha, desenvolvida por um ex-engenheiro tcheco de Fórmula 1, tem motor interno movido a gasolina, pesa em média 15kg e pode chegar a 55 km/h. “Além da velocidade, a vantagem do Jet Surf sobre o tradicional ou o stand up paddle é que ele pode ser praticado em qualquer condição de mar (para pegar onda ou flutuar pós-arrebentação), além de lagos e lagoas”, explicou Igor. As diferenças entre o surfe tradicional e o motorizado não param por aí. Para furar as ondas e entrar com o Jet no mar, não remei deitada na prancha, mas entrei na água com ela ao meu lado e acelerei o motor com o controle em forma de guidão que fica preso por um fio na base da prancha.

Depois de passar a arrebentação, é hora de se concentrar para subir no Jet. E é aqui que a tal adrenalina se faz presente. É impossível ficar de pé na prancha parada, porque, ao contrário da de stand up, ela afunda com o peso do corpo. É um verdadeiro desafio conseguir subir com a força do motor te puxando para frente! Precisei de muita força nos braços e, depois de ajoelhada, consegui ficar em pé para, então, simular os movimentos do surfe e deslizar, em alta velocidade.

O motor da prancha é sensível e, mesmo sem querer, um pequeno movimento pode resultar em uma arrancada brusca. Mas se você largar o acelerador, é queda na certa. Por isso, não dispense um colete salva-vidas, que amortece o impacto dos tombos (inclusive para quando você cair em cima da própria prancha!).Com um pouco de treino dá para se divertir e, de quebra, gastar calorias. É um exercício e tanto. Você trabalha muito as pernas e o abdômen para se manter em pé e em movimento.

Balanço final: depois de alguns caldos memoráveis, me senti uma surfista profissional. E saí do mar com uma canseira danada. A brincadeira náutica, das mais divertidas, diga-se de passagem, chegou ao fim com saldo positivo: o test drive motorizado me deu vontade de deslizar com desenvoltura sobre as ondas muito mais vezes neste verão.