Sustentável e inclusivo: Peter Philips reinventa o icônico Rouge Dior
Foto: Divulgação

Quando o primeiro Rouge Dior, o vermelho clássico da maison, foi lançado, em 1953 (pasmem!), ele era vendido em forma de refil. Quase sete décadas se passaram, e o diretor criativo e de imagem de Dior Makeup, Peter Philips, volta à versão recarregável.

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Certamente, Christian Dior não pensava na questão da sustentabilidade ao criar a opção, vendida em lojas de departamentos da época. Mas Philips, sim. O maquiador de origem belga apresentou as 75 novas cores da linha icônica, já disponíveis no País, em uma reinterpretação moderna que, além de sustentável, é também inclusiva, dois pilares que vêm ganhando grande atenção em seus processos criativos.

“Tenho tentado ser o mais eco-friendly possível com relação ao planeta e ainda mais responsável em termos de beleza inclusiva”, disse em entrevista à Bazaar.

O fato de ter uma gama tão grande de opções de tons, que vão de combinações de vermelhos a nudes, é para atender todos, sim, todos os tons de peles, dos mais claros aos mais escuros. “É muito difícil para uma mulher encontrar seu nude perfeito por causa da pigmentação natural dos lábios. Mas nessa cartela de cores, certamente ela chegará a um bem próximo de seu ideal”, contou Peter Philips que, desde 2014, quando assumiu o cargo na Dior, vem se superando em criações que permitem montar looks cada vez mais personalizados e construíveis em camadas, traços e pinceladas.

Foi assim com os últimos lançamentos da linha Backstage e é assim agora, com a recriação de Rouge Dior, que vem em quatro acabamentos: mate, velvet, metálico e acetinado. Complementando a collection, outro lançamento – lip liners, ou contornos de boca, em 24 tons que fazem match com os batons –, além da nova fórmula do esmalte Dior Vernis, com ativos florais que fortalecem as unhas.

Sustentável e inclusivo: Peter Philips reinventa o icônico Rouge Dior
Foto: Divulgação

Inevitável perguntar a Philips como criar uma linha tão expressiva de batons quando estamos reféns das máscaras contra a Covid-19. “Claro que a pandemia me fez refletir, mas acredito que usar um batom é parte da rotina de qualquer mulher, com ou sem máscara, é o que a faz se sentir bem, parte de seu processo de autocuidado. E, certamente, ninguém fica de máscara o dia todo, cada um tem a sua bolha, nos momentos em que pode relaxar”, afirmou. “Beleza, para mim, é menos sobre cosméticos e mais sobre self-care.”

O makeup artist também ressalta o que mais lhe agrada na nova coleção: “a tendência de nudes que, ao contrário do que muitos pensam, não se restringe aos beges e pálidos. Passa por uma variedade de tons, que vão de rosas ao marrom claro, e que fazem uma mulher se sentir naturalmente bonita.” E aqui se revela uma das características mais evidentes do maquiador: a paixão por cores.

Não são apenas os tons que roubam a cena na atual coleção. As fórmulas feitas com 95% de ingredientes naturais são um case à parte: os laboratórios Dior se concentraram em uma rica mistura de ativos florais para também cuidar da pele dos lábios, incluindo peônia, flor de romã e manteiga de karité, com poderes ultra-hidratantes.

Tudo isso envolto no tubinho que, pelas mãos do próprio monsieur Dior, teve formato inicial de obelisco em ouro e vidro na década de 1950, mais recentemente recebeu case em tom azul escuro com o Cannage Dior e, agora, mais moderno e icônico do que nunca, veste-se de preto e vem decorado com as inicias “CD” da maison. Um verdadeiro acessório couture. Natalie Portman, a atriz que celebra a elegância reinventada da marca, é o rosto da collection.