Foto: Getty Images

Aos poucos, as academias de todo País vão reabrindo. Nessa volta, há alguns desafios a serem enfrentados. Primeiro, adquirir a segurança necessária, já que continuamos em uma situação de pandemia. Segundo, ter paciência para retomar o treino de forma gradativa, pois cerca de três meses de inatividade – levando em conta que muita gente não fez exercícios em casa – é o suficiente para perder condicionamento físico. Terceiro, adaptar-se à nova realidade do treinamento pede o uso de máscaras, o que, dependendo do tipo de atividade física praticada, pode atrapalhar bastante.

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Considerando tudo isso, os estúdios com treinamento pautado na eletroestimulação muscular, levam vantagem: o atendimento, que já era individualizado e com hora marcada, adotou normas ainda mais rígidas de segurança, focadas no distanciamento. Se antes o espaço de treinamento recebia até quatro alunos (dois para cada professor), agora é no máximo dois.

O aluno também não pode treinar com o mesmo calçado que veio da rua, já que a sola é considerada um dos meios mais fáceis de se disseminar uma contaminação. “Consultamos infectologistas para deixar tudo ainda melhor nesse ponto, adotando um protocolo que chamamos de academia sem vírus”, diz Keko Rodrigues, diretor técnico da rede TecFit.

A seguir, quatro benefícios da eletroestimulação muscular, para quem quer voltar à ativa:

Intensidade controlada

O programa oferecido em estúdios de eletroestimulação facilita o retorno gradativo, sem sobrecarregar as articulações. O professor controla a intensidade do estímulo elétrico que potencializa a contração muscular durante os exercícios.

E bastam 20 minutos diários de treino, em dias alternados. “A tecnologia utilizada garante o acionamento imediato de fibras musculares difíceis de serem ativadas, e que são as mais prejudicadas pelo sedentarismo ou por um longo período de inatividade, justamente porque elas já não são normalmente colocadas em ação no dia a dia”, explica Keko Rodrigues.

Volta rápida ao condicionamento físico

Entre um a dois meses, já é possível recuperar o tempo perdido: o treino aumenta a vascularização periférica, que diminui a retenção líquida provocada pela alimentação inadequada e pelo estresse, comuns em um período em que a ordem é ficar em casa.

E ainda proporciona um trabalho cardiorrespiratório consistente, mesmo sem ser um treino predominantemente cardiovascular (caso da corrida), ao acionar vários grupos musculares simultaneamente.

Protocolo pós Covid-19

A TecFit também criou um protocolo especial de treinamento para pessoas que tiveram a Covid-19 e que precisam recuperar massa muscular e melhorar a capacidade cardiorrespiratória, pontos que a doença prejudica. “Esse protocolo compreende três fases. São oito sessões de treino em cada uma, totalizando 24. É baseado em publicações científicas sobre a doença e construído de modo que haja uma melhora efetiva e gradativa nas aptidões físicas perdidas”, diz Keko.

O novo normal

Para muitos, o maior desafio nessa volta ao treino é o uso de máscara. O grande problema é que ela atrapalha a dispersão do gás carbônico, gerado durante o esforço físico. Em treinos leves para moderados, isso não chega a ser um grande empecilho. Mas quando a frequência cardíaca atinge picos de 80% do esforço máximo – que são fáceis de serem alcançados durante uma atividade aeróbica como corrida – há uma grande produção de gás carbônico, que pode provocar náusea ou tontura, quando não é dissipada. “É por isso que a intensidade do treino e as pausas devem ser revistas, de modo que atividade física seja a mais confortável possível “, diz Keko.