Amy Adams interpreta Anna Fox no drama psicológico A Mulher na Janela, que acaba de estrear na Netflix. Dirigido por Joe Wright e com participação de Julianne Moore, a protagonista do novo filme da plataforma de streaming sofre de agorafobia, um transtorno que a impede de sair na rua. E ela também não tem muita certeza se o que está vendo são imagens reais ou coisas da sua cabeça, como pode ser visto no trailer e no vídeo da entrevista exclusiva à Bazaar.

SIGA A BAZAAR NO INSTAGRAM

Como a personagem não pode sair na rua e tudo acontece no seu apartamento, questionamos Amy se ela gosta de dar aquela espiadinha pela fresta da janela. “Às vezes, se estou em um lugar novo, adoro passear à noite e ver as pessoas quando estão chegando em casa (Isso é péssimo!)”, ri. “Você pode vê-las andando pela casa, porque as janelas estão todas abertas. É surreal imaginar como é a vida delas. E me faz sentir muito conectada. Por conta dessa energia por trás das portas fechadas. E eu, definitivamente, senti que já fui observada. Quase certeza.”

Amy Adams e Julianne Moore no set de ‘A Mulher na Janela’ (Foto: DIvulgação/Netflix)

O longa é uma adaptação do best-seller homônimo, de A.J. Finn, e a construção da personagem vem da vivência da própria atriz e sua relação com a ansiedade. “Não tão intensa quanto a da Anna, que me deu ideia de como podemos classificar nossas crenças. O diálogo que estamos falando constantemente para nós pode se tornar nossa verdade. E como é importante ter uma comunidade que ajude a fundamentar quem você é”, conta Amy. Leia a íntegra da conversa com os dois:

Amy, o filme é baseado em um best-seller homônimo. Você leu o livro ou quis dar outra perspectiva ao interpretar a Anna Fox?
Li o roteiro antes, mas se um roteiro é baseado em um livro, gosto de ler o livro. Principalmente porque há apenas uma parte do diálogo interno de um personagem no roteiro. Então, é bom saber qual é a intenção do autor. Estava muito animada com o roteiro que foi colocado em minhas mãos e a forma como iríamos retratá-la. Foi bom ter o livro como guia. O que mais amei era o jeito dela e como havia tanta coisa acontecendo ao seu redor. O que estava sentindo nessa realidade fragmentada era algo, realmente, fascinante.

Joe Wright e Amy Adams nos bastidores da produção (Foto: DIvulgação/Netflix)

Joe, por que as pessoas devem assistir ao filme? Alguma curiosidade sobre este longa que devemos ser alertados?
Não posso dizer o que as pessoas devem fazer (risos). Elas têm de assistir porque querem e isso será ótimo. Não acredito na palavra “devem”. Acredito que as pessoas terão um ótimo momento ao assistir o filme. Tento fazer filmes que são puro entretenimento, instigam e engajam. Mas também faço filmes que conseguem ser mais profundos e criam uma conexão entre quem está em cena e o público. Espero que possamos trocar um pouco de humanidade.

O que foi mais desafiador na composição desta obra?
O mais desafiador neste filme, que foi todo gravado em uma casa, foi transformá-lo interessante cinematograficamente.

Foto: DIvulgação/Netflix

Edição de vídeo: André Aloi e Felipe Rodrigues (@pheanacleto).
Agradecimentos: Netflix e Ágora Comunicação