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Ana Girardot: atriz fracesa fala sobre a carreira e novo filme

Aos 30 anos, ela soma 20 produções no seu currículo

by Cibele Maciet
Ana Girardot em cenas de "Ce Qui Nous Lie" (2017) - Foto: Divulgação

Ana Girardot em cenas de “Ce Qui Nous Lie” (2017) – Foto: Divulgação

Aos 30 anos, a atriz Ana Girardot não tem do que reclamar. No auge da carreira, ela soma 20 filmes, participações em séries e um prêmio de melhor interpretação. A tudo isso, junte um rosto e corpo de boneca e uma perfeita história de amor.

Nascida em Paris, de pais atores e avós pintores, ela sempre viveu em um ambiente propício à cultura e ao feminismo por parte das mulheres de seu clã. “Cresci em um mundo no qual a arte vinha antes do dinheiro, e a família era base de tudo”, conta à Bazaar. “Além disso, meus pais viviam separados, então, passei muito tempo mudando de casa. É por isso que amo viajar e me adapto a novos lugares.”

Tudo começou quando Ana foi morar em Nova York, aos 18 anos, para cursar teatro. Sheila Gray, professora de interpretação, a “adotou” logo de cara, e a transformou em sua assistente. “Ela é uma das melhores coaches da cidade. Me ensinou o gosto pelo trabalho e pelo esforço”, relembra.

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Ana Girardot em cenas de "Ce Qui Nous Lie" (2017) - Foto: Divulgação

Ana Girardot em cenas de “Ce Qui Nous Lie” (2017) – Foto: Divulgação

De volta a Paris, o primeiro trabalho foi aos 21, com o diretor Fabrice Gobert na intriga “Simon Werner a Disparu…” (2009). Ela fez o papel de uma jovem estudante que sofre com o desaparecimento do namorado e ganhou o prêmio de melhor interpretação no Festival de Cabourg, além de estrear em Cannes no mesmo ano.

Participações em séries e curtas se acumularam, até que ela começou a interpretar papéis mais fortes. Para “Bonhomme” (2017), Ana teve apenas dois dias para incorporar a personagem, já que a atriz Sara Forestier foi tirada do elenco e teve de ser substituída. “As condições desse filme foram especiais. Mas a urgência da personagem foi como minha própria urgência. Agarrei a dificuldade como minha maior aliada. Adoro um desafio, ele permite que nos concentremos melhor nas nossas escolhas”, diz. Na produção, a atriz vive mais um drama amoroso: a companheira de um homem que sofre traumatismo craniano após um acidente.

Na vida real, a parisiense é discreta e não expõe muito a relação de quatro anos com o businessman Arthur Galouzeau de Villepin, filho de Dominique de Villepin, antigo primeiro-ministro francês. “Ele é o típico homem perfeito”, resume.

Ana Girardot em cenas de "Ce Qui Nous Lie" (2017) - Foto: Divulgação

Ana Girardot em cenas de “Ce Qui Nous Lie” (2017) – Foto: Divulgação

Há sempre um paralelo forte entre Ana e seus papéis dotados de sensibilidade. Em meio à filmagem de “Deux Moi”, de Cédric Klapisch, ela avalia essa conexão. “Não sei quem imita quem, mas me impressiono sempre com isso. Meu papel é o de Mélanie, uma menina que sofre uma ruptura amorosa delicada, mas que possibilita que se conheça melhor e se ame mais. A partir daí, pode encontrar alguém sem se afundar no próprio paradigma. Ser ela mesma para encontrar um segundo ‘eu’ e se tornar duas. Parece complicado, mas é de uma simplicidade enorme”, explica.

Não é só no cinema que Ana topa desafios. Recentemente, a marca francesa Pablo a convidou para criar uma linha de roupas dedicada às mulheres que viajam muito. “É perfeito para quem passa tempos fora de casa”, conta. “As roupas falam muito sobre nós mesmas e a maneira como nos mostramos ao mundo. Adoro me vestir, me fantasiar, ficar bonita e até mesmo feia.”

Ana Girardot em cenas de "Bonhomme" (2018) - Foto: Divulgação

Ana Girardot em cenas de “Bonhomme” (2018) – Foto: Divulgação

Além da colaboração, ela criou sua própria marca de bolsas em Hong Kong, a Ana G, sempre com o mood de mulher viajante. As peças vão desde totem bags até mochilas, todas em couro com detalhes de sisal. “Bolsas são como religião: é tudo o que contém o nosso universo quando não estamos no conforto do lar”, compara.

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