Busca Home Bazaar Brasil

Aos 38 anos, Céu retoma a agenda de shows

Cantora volta ao palco após o nascimento do segundo filho, Antonino, e produz novo álbum

by Felipe Stoffa
Foto: Caio Ramalho, com styling de Caio Garro

Foto: Caio Ramalho, com styling de Caio Garro

Céu deixou o bebê em casa e passou a tarde posando para Bazaar, plena e feliz. Agora que decidiu retomar a carreira, voltou às estradas com ritmo diferente, que aprendeu nove anos atrás com a primogênita.

“Tinha essa vida intensa e pensava: ‘Será que vai dar certo?’. Percebi que, no final das contas, a criança fica bem quando os pais estão bem. Para Rosa, foi uma experiência incrível, ela conhece o mundo inteiro. Passei a fazer viagens mais curtas, antes ficava 40 dias fora. Mas nunca parei de viajar”, conta ela, que é casada com o músico Pupillo.

De histórias mais pessoais a acontecimentos sociais, tudo ao redor da cantora a inspira. E é assim que ela cria desde que se lançou na carreira musical. “O movimento da maternidade é interno, de você retroceder para se doar. E a música funciona no mesmo lugar”, compara.

SIGA A BAZAAR NO INSTAGRAM

Foto: Caio Ramalho, com styling de Caio Garro

Foto: Caio Ramalho, com styling de Caio Garro

Agora está compondo um novo álbum, que será lançado no início de 2019. Duas músicas estão prontas e falam muito bem sobre seu momento atual: a sensação inédita de passar por um parto natural e a situação política do País.

“Como mãe, você olha o mundo e pensa que não quer certas situações para quem ama. Nunca fiz música panfletária, mas sempre falei de coisas da ordem do incômodo humano. Minha maneira é trazer poesia, não levanto bandeiras. Mas, quando o bicho pega, acho importante me posicionar. Antes de tudo, sou cidadã.”

Enquanto a nova obra não chega, ela abriu a agenda de shows com seu último lançamento, o álbum “Tropix” (2016). Só que tudo está diferente, inclusive ela, que reconhece outra potencialidade ao retomar um trabalho mais antigo.

Foto: Caio Ramalho, com styling de Caio Garro

Foto: Caio Ramalho, com styling de Caio Garro

“Me perguntei: ‘Será que as pessoas estão a fim de ouvir isso de novo?’. Sinto que o público entendeu que eu estava tomando aquele tempo. As músicas criaram corpo e forma tão forte que são vivas e se reinventam”, diz.

Ela incluiu uma ou outra música inédita, remodelou o set list. “Foi muito interessante, parece outro espetáculo”, garante. O figurino também mudou. “Fiquei inundada pelo hormônio do amor”, diverte-se. “Tem um lugar da maternidade que é a ideia de que a pessoa para no tempo. Mas eu segui. Acho muito importante trazer à tona isso, tem a ver com a mulher tomando as rédeas de sua própria vida.”

Foto: Caio Ramalho, com styling de Caio Garro

Foto: Caio Ramalho, com styling de Caio Garro

A dela, no caso, aconteceu desde muito jovem, quando trabalhava em bares de Nova York e se jogou de cabeça na vontade de ser cantora. “Aprendo muito a cada ano, a cada disco, me considero uma operária do ofício. Não sou daquelas que nasceram divas, fui cavando cada vez mais o próprio espaço e entendendo quem era.”

Ao longo da conversa, ela dá seu truque de como passar o batom de forma linear. Pausa por um tempo e reflete: “Tive de ser independente muito cedo. Acho que fiz minha limonada. Sim, é um trampo, sim, precisamos de dinheiro. Mas com criança… Você pode estar ferrada e a energia ainda flui, as coisas vêm.”

Leia mais:
“A falta de conhecimento apavora”, diz Maria Rita
Helena Deland: revelação do “pop sincero” é fã de CSS e João Gilberto
Oito apresentações de Aretha Franklin que ficaram para a história
Madonna: os 10 looks mais icônicos da cantora em shows
Vida de Lady Di vira musical em 2019