Ashnikko – Foto: Divulgação

Você pode olhar a imagem acima e pensar que, talvez, esteja folheando um exemplar do mundo dos quadrinhos norte-americanos. Ou, quem sabe, um livro de anime bem-sucedido, vindo do outro lado do mundo. Mas é simplesmente Ashton Nicole Casey, que responde pela alcunha artística de Ashnikko.

Nome fresco da música pop mundial, tem visual potente e expressivo e usa falas de empoderamento e liberdade feminina nas suas composições. Aos 26 anos, e escrevendo há mais de dez, passou pela América do Sul pela primeira vez no primeiro trimestre deste ano, pisando, inclusive, em terras brasileiras. “Tem sido incrível essa turnê por aqui. Os fãs são muito acolhedores, apaixonados e entusiasmados. É demais ver tudo de perto”, disse à Bazaar, no hotel em que estava hospedada em São Paulo, um dia antes do show eletrizante que fez em um dos palcos do Lollapalooza Brasil 2022, que marcou o retorno dos grandes eventos pós-pandemia de Covid-19.

Os primeiros passos da artista na música foram em 2016, quando estreou “Krokodile” em seu SoundCloud, um site de hospedagem de som em funcionamento até hoje. Mas foi só quase três anos depois, em 2019, que as coisas na carreira da norte-americana começaram a acontecer, de fato, quando o single “Stupid”, ao lado de Baby Tate, viralizou.

O álbum debut, “Demidevil”, veio em janeiro do ano passado e singles, como “Daisy”, “Cry”, “Slumber Party” ganharam espaço e força nos algoritmos (principalmente no Tiktok) e alçaram a cantora para o lugar em que está hoje. Para ela, inclusive, a rede social chinesa é uma potente ferramenta de trabalho. “É necessário saber usar e conhecer, não tem jeito. Acho que o mundo e todos os artistas precisam saber usar e lidar da forma como os criadores de conteúdos criam ali”. E admitiu: “Eu uso, inclusive”.

Ashnikko – Foto: Divulgação

Aliás, para a artista, as redes sociais são potencializadores criativos, principalmente durante o intenso tempo de isolamento. “É lindo se comunicar com os fãs, de todas as partes do mundo. Durante a pandemia, não consegui estar fisicamente nos lugares para fazer shows e me apresentar, mas eu estava lá com eles”, completou.

O visual de Ashnikko faz parte do eu-artístico da cantora, que nasceu na Carolina do Norte, mas mora em Londres. Sua imagem é forte, seja nos palcos ou nas redes sociais, começando por seu cabelo azul turquesa que dá, logo de cara, uma amostra da personalidade expressiva que habita ali. É tudo bem amarrado, sem dúvidas. “Muitas das inspirações para minha estética vêm dos animes, dos romances de fantasias, de filmes e de histórias em quadrinhos. Tudo é muito baseado em um conceito fantasioso”, explicou.

Seu álbum de estreia, inclusive, é mais uma prova de que nada ali veio do nada. O trabalho, lotado de variedades musicais que vão do pop eletrônico ao rap e ao R&B, tem influência direta de cantoras que Ashnikko ouve desde a sua adolescência: de MIA a Avril Lavigne, passando por Paramore e Björk, chegando até Nicki Minaj.

Depois dos vários singles viralizados na “rede vizinha”, a cantora afirma já estar trabalhando em um novo disco e adianta que, mais uma vez, não dará ponto sem nó. “Estou atuando com um conceito bem amarrado, bem bacana. Não quero dar nenhum spoiler, mas estamos trabalhando intensamente”, completou. E se você acha que falta ainda uma dose adicional de tempero… “Será muito mais conceitual que meus últimos EPs”. Curta e certeira, como pede o figurino.