Cantora lança o álbum “Heaven & Hell” nesta sexta-feira (18.09) – Foto: Divulgação

Ava Max já vinha definindo sua identidade no Pop, lançando uma música aqui, outro single ali. Seus mais de 4 bilhões de streams desde seu primeiro lançamento mostram a ansiedade pelo tão aguardado álbum de estreia “Heaven & Hell”, que acaba de chegar às plataformas. Segundo a cantora albanesa, o trabalho representa luz e escuridão, bem e mal, e o diabo e anjo em seus ombros.

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“Passamos a vida nessa metáfora entre Céu e Inferno e mesmo agora, o que é irônico em uma pandemia, estamos passando por isso”, explica em conversa com a Bazaar via Zoom. “Sinto que nossa vida é como uma montanha-russa e eu pessoalmente me identifico com o céu e o inferno porque é tipo … É doce, mas psicótico, como se você estivesse se sentindo dilacerada. Você gosta de duas pessoas diferentes, do trabalho… Somos como uma cebola, temos camadas”, garante.

Leia a íntegra do papo com a cantora, que estava em sua casa, em Los Angeles, nos Estados Unidos, há poucas semanas do lançamento:

É seu primeiro trabalho, certo? Qual é a sensação de colocar o álbum na rua, porque demorou muito tempo para termos esse seu álbum de estreia…
Eu sei, é animador porque eu estava fazendo muitos shows ano passado, em turnê, que não tive tempo para fazer fotos e juntar esse material promocional. Mas eu queria que estivesse perfeito (para os fãs). Não queria apressar o processo visual criativo e logo depois veio a pandemia.

Você pensou em não lançar o álbum por causa da pandemia?
Só no comecinho. Porque eu não sabia… ninguém sabia o que ia acontecer e continuamos sem saber. Mas o novo normal soa assim. Então eu pensei você quer saber? Eu vou dar um álbum tão bom para vocês (os fãs). Risos.

O álbum estava pronto quando a pandemia chegou? Qual a sensação de tê-lo em em mãos?
Sim, estava pronto. O que posso dizer…. é que é um projeto muito especial e mal posso esperar para que todos possam ouvir. Te leva em uma jornada. O lado A é o céu, mais alegre e feliz. E o lado B é mais sombrio, remete ao inferno e ao purgatório. Então, é uma mistura dos dois.

Quais assuntos você queria colocar no álbum? O que te motiva a escrever e sobre quais assuntos gosta de cantar?
Acho que todos nós passamos a vida no dilema Céu e Inferno e mesmo agora, o que é irônico em uma pandemia, estamos passando pelo céu e pelo inferno. Sinto que nossa vida é como uma montanha-russa e eu pessoalmente me identifico com o céu e o inferno porque é tipo … É doce, mas psicótico, como se você estivesse se sentindo dilacerada. Você gosta de duas pessoas diferentes, do trabalho… Somos como uma cebola. Temos camadas. Não é apenas um único lado, entende?

Por isso existem dois lados desse álbum, posso imaginar.
E eu tenho dois lados do cabelo. (risos)

E você acha que vai cortar esse cabelo algum dia? Porque já é sua marca registrada…
Vai saber?! Quer dizer, é definitivamente eu. Não sinto que terei um outro corte de cabelo. É engraçado. É como se fosse algo bom para mim. Acho que isso é tudo o que importa.

Depois de trabalhar singles soltos nos últimos anos, cantora dá vida ao seu primeiro álbum (Fotos: Divulgação)

Mas é bom porque as pessoas vêem você e falam: essa é a Ava. Você poderia me dizer um pouco mais sobre a influência que você colocou neste álbum. Porque para nós estrangeiros soa como pop europeu, e sei que você trabalha com alguns produtores suecos e canadenses, além desse clima Anos 2000…
Quer dizer, sou originalmente da Europa. Eu sou albanesa. Então, eu tenho essa influência no meu sangue. Sinto que é apenas o que eu gosto (de fazer) e talvez seja por isso (tenha essa sonoridade). Mas eu amo Pop, faço minha própria música pop e cresci ouvindo muita música pop.

E antes você lançou os smash hits “Sweet but Psycho” e “Kings and Queens”…
Amo “Kings and Queens”. [eu também, comentei] Obrigada. Não é sobre celebrar as rainhas. É sobre colocar as rainhas no pedestal até que possamos ter uma equivalência de sexo. Acredito que a gente tenha que continuar lutando por elas.

E qual a mensagem tem para a comunidade LGBT, já que você é um ícone?
Seja você mesmo. Eu realmente acredito nisso. As pessoas me olham torto porque cortei o cabelo assim. E o motivo pelo qual o mantive é porque… Um: gostei e dois: o que importa é ser você mesmo. Não vamos ser Maria-vai-com-as-outras. Vamos ser nós mesmos. Nos concentrar no que queremos para traçar seu próprio caminho. Essa é a coisa número um que quero passar!

Conhece algum artista brasileiro? Existe algum artista que seria um sonho trabalhar?
Anitta! Eu conheço Anitta, ela é muito adorável. A conheci numa premiação chamada LOS40 Music Awards. Colaboração dos sonhos? Meu Deus… Uau! Mariah Carey seria divertido. Eu a amo muito. Quem sabe não faça um cover de Mariah (no futuro)?

Se pudesse fazer uma pergunta sobre você, algo que pouca gente sabe. Sobre o que gostaria de contar?
Que eu sou muito estranha. E que não me levo muito a sério.

E qual foi a coisa mais maluca que já fez?
Cortar meu cabelo de forma estranha. (risos). Algumas pessoas amam, mas há quem deteste…

Por favor, deixe uma mensagem para os fãs brasileiros.
Para os meus avatars (nome de seu fandom) brasileiros. Sinto muito a falta de vocês, mal posso esperar para ir ao Brasil. E quem sabe fazer um show e conhecer vocês. Abraçar, beijar… Obrigada! (beijos). O álbum chegou em 18 de setembro e se chama “Heaven and Hell”, e finalmente está saindo.