Quem passar pelo Belmond Copacabana Palace até o dia 14 de agosto, das 17h45 até às 19h, terá a oportunidade de ver projeções artísticas na fachada do hotel assinadas pela islandesa Kristana S. Williams. O trabalho foi feito em homenagem aos jogos olímpicos, que começam na próxima sexta (05).

Bazaar conversou com a artista sobre inspirações e processo criativo e o resultado desse bate-papo você confere abaixo.

A projeção na fachada do Belmond Copacabana Palace - Foto: divulgação
A projeção na fachada do Belmond Copacabana Palace – Foto: divulgação

Harper’s Bazaar: Por quanto tempo você vem trabalhando com o Belmond Copacabana Palace para criar as projeções? Como foi feito o convite para você criar esse projeto de arte?
Kristjana S. Wiliams: Estamos trabalhando nas projeções já faz algumas semanas. O convite veio através de uma pesquisa, por parte do hotel, de artistas online e trabalhos inspirados em cartografia. Eu não só gosto, mas venho trabalhando com mapas, e criando um mundo inspirado na fauna e na flora por um bom tempo.

HB: Você pode nos contar um pouco do processo criativo por trás do trabalho final?
KSW: O processo criativo envolve primeiro uma intensa pesquisa. Em seguida, procuramos encontrar a gravura certa para criar novos mundos, depois começamos a conversar sobre os detalhes envolvidos nas peças e, então, se inicia o processo de cortar, colar, desenhar e pintar. Parte do trabalho é digital e a outra parte é artesanal.

Andréa Natal, diretora do Belmond Copacabana Palace, e a artista islandesa, Kristjana Williams - Foto: divulgação
Andréa Natal, diretora do Belmond Copacabana Palace, e a artista islandesa, Kristjana Williams – Foto: divulgação

HB: Você já teve a oportunidade de testemunhar a reação de uma pessoa que viu as projeções pela primeira vez? Se sim, como foi?
KSW: Foi incrível testemunhar a reação das pessoas ao trabalho e o comentário mais bacana que ouvi foi de um blogueiro e artista brasileiro. Ele disse que gostou muito, pois era muito inclusivo. Afinal a ideia de colocá-las na fachada do hotel, tanto com vista para piscina, quanto para a calçada, faz com que seja uma obra de arte aberta a todos. E todo mundo gosta de parar e observar.

HB: Você estudou as Olimpíadas para ter ideias para o projeto? Se sim, o que você aprendeu, ou viu, que você gostaria de mostrar em seu trabalho?
KSW: Eu aprendi que ao longo dos anos os Jogos Olímpicos sempre houve uma oferta gráfica muito curiosa, colorida e aberta. Quando prestamos atenção nas Olimpíadas de 1996, em Barcelona, até 2020, que acontecerá em Tóquio, você abre os seus olhos para seguir completamente essa jornada. As minhas favoritas são Atenas, em 2004, e agora o Rio 2016.

HB: Nós vimos que a natureza presente no Rio foi uma grande influência para você criar a projeção. Do que você mais gosta nela?
KSW: Eu acho que, possivelmente, o Rio é uma cidade com outro fluxo, onde tudo está interligado com a natureza – as montanhas, as árvores e palmeiras gigantes. Em todas as esquinas vemos que os cidadãos têm seus próprios vasos de plantas. Para mim, tem a mesma energia, ou uma energia similar, que a Islândia.