Sofia usa suéter vintage e calça Paige Denim - Foto: reprodução/Harper's Bazaar
Sofia usa suéter vintage e calça Paige Denim – Foto: reprodução/Harper’s Bazaar

Por Dudi Machado, com foto de Carter Smith

Ouvir a jovem cineasta Sofia Paz falar de seu novo projeto, que pretende unir o cinema ao Inhotim, é inspirador. Passar um fim de semana junto à família Paz e escutar as ideias de Bernardo, seu pai, sobre os novos planos para o instituto mineiro, dão uma nova dimensão sobre o que imaginar do futuro. “O Inhotim, desde sua inauguração, causou uma comoção maior do que a esperada. Ninguém cogitava tanto sucesso e repercussão. Lembro-me do meu pai ajudando a servir os convidados no restaurante”, conta a discípula, que, com apenas 23 anos, carrega a mesma garra paterna no DNA.

Sofia está pronta para pôr a nova empreitada em pé. “O IFI – Inhotim Film Festival – nasceu ao longo de várias conversas com pessoas, do mundo da arte e dos filmes, com quem tive contato.” As ideias, ainda embrionárias, mudam a cada reunião do steering committee – “grupo que formamos de colaboradores que são apaixonados por cinema e pelo projeto” -, que já tem no board amigos como Helio Campos e Dan Klabin. No momento o foco é criar uma organização que promova o cinema independente no Brasil e ajude novos cineastas a navegar por esse universo.

Enquanto o IFI não chega, ela se divide entre sua graduação em Film Studies, na New York University, e investimentos diversos na área que estuda a fundo – depositou algum dinheiro, via sua empresa de produção americana, no longa I Origins, do diretor Mike Cahill, e não se vê restrita a um papel por trás das câmeras. Interessa-a a criação de um festival, a produção de um filme, a direção, o roteiro e até atuar.

Os planos próximos? “Meu pai quer que eu me mude para Inhotim e trabalhe por lá de alguma maneira. O Brasil nunca ganhou um Oscar e isso precisa mudar. Fomentar o cinema é o caminho. Inhotim é uma grande fonte de inspiração e de motivação para as pessoas, um local perfeito para ajudar cineastas internacionais e brasileiros a se misturarem, um cenário e tanto para essas relações”, finaliza. Ponto final de um filme bonito, uma história que está apenas começando.

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