"Pan" de Joe Wright - Foto: Divulgação
“Pan” de Joe Wright – Foto: Divulgação

Por Adriana Brito

A condição para ser um clássico está na qualidade artística que o transforma num modelo a ser seguido ou, em certos casos, contestado. Na história recente da literatura infanto-juvenil é possível afirmar que três títulos conquistaram tamanho mérito: Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, publicado em 1865; O Mágico de Oz, lançado por L. Frank Baum no ano de 1900, e Peter Pan, escrito por James Matthew Barrie, em 1904. Juntos, os autores apresentaram ao público – formado por adultos, inclusive – personagens singulares, narrativas bem costuradas e o fantástico utiliza- do como elemento transformador de cada um dos enredos.

"Pan" de Joe Wright - Foto: Divulgação
“Pan” de Joe Wright – Foto: Divulgação

Após o desenvolvimento do cinema, quando texto e imagem entram em rota de colisão, a fantasia de um passou a ser restaurada pela tridimensionalidade do outro, fazendo surgir formas, cores, sons e efeitos inéditos. O exemplo mais recente dessas novas fábulas palpáveis está em Pan (Peter Pan no Brasil), dirigido por Joe Wright, com lançamento previsto para julho, que terá como mote o instante em que o protagonista é transportado para a mítica Terra do Nunca. Envolvido por criaturas encantadas, princesas, índios e piratas – com destaque para o Barba Negra vivido por Hugh Jackman –, o menino se depara com a possibilidade de ser, para sempre, herói de aventuras incríveis.

"Pan" de Joe Wright - Foto: Divulgação
“Pan” de Joe Wright – Foto: Divulgação

Um dos atrativos do roteiro de Jason Fuchs está na roupagem realista do início do longa, que registra o momento em que a mãe de Peter o abandona, bem como os trechos mais importantes de sua estada no orfanato. Os diálogos do garoto com o arqui-inimigo Gancho, até então um jovem mineiro com vestes de Indiana Jones, também merece olhares atentos. Rodado nos estúdios da Warner, o longa entra no rol das adaptações de best-sellers voltados para as crianças, como Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, e Oz: Mágico e Poderoso, de Sam Raimi, baseados nos livros citados no início da matéria, além de João e Maria – Caçadores de Bruxas, assina- do pelo cineasta Tommy Wirkola, que trouxe à tona o conto Hänsel e Gretel, dos Irmãos Grimm.

"Pan" de Joe Wright - Foto: Divulgação
“Pan” de Joe Wright – Foto: Divulgação