“Big Little Lies”: segunda temporada tem novo ator

Entrevistamos Douglas Smith sobre a sua estreia

by redação bazaar
Foto: Divulgação

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Por Miriam Spritzer

Uma das estreias mais esperadas na televisão é a segunda temporada de “Big Little Lies”, da HBO, que acontece neste domingo (09.06). A série é baseada no livro “Pequenas Grandes Mentiras”, de Liane Moriarty, que conta a história de um grupo de mães em Monterey na California em um ambiente cheio de mentiras trazendo a tona as consequências e impactos destes segredos.

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A idéia original das produtoras Nicole Kidman e Reese Witherspoon era fazer uma temporada de altíssima qualidade cinematográfica. Para isso, contaram com um elenco de peso que, além das duas, estrelam também Laura Dern, Shailene Woodley, Zöe Kravitz, Alexander Skarsgard, Adam Scott, James Tupper e Jeffery Nordling. A série recebeu os maiores prêmios da televisão, foram treze Emmys e quatro Globos de Ouro o que tornou quase impossível resistir à uma seqüência na história.

A segunda temporada, já sem o livro como base, teve a história desenvolvida pelo roteirista David Kelley e a escritora Liane. E trouxe, junto ao elenco original completo, dois novos personagens principais interpretados por Meryl Streep e o Douglas Smith.

O elenco todo estava presente em Nova York nesta última semana para a pré-estreia da segunda temporada. A nossa colaboradora Miriam Spritzer também estava lá acompanhando de perto os eventos de pré-estreia e teve a oportunidade de conversar com o elenco masculino da série e saber de tudo dos bastidores. Vamos publicar tudo aqui na Bazaar, começando pela nova adição ao elenco, Douglas Smith.

Smith interpreta Corey, um jovem surfista que é colega de trabalho de Jane (interpretada por Sheilene Woodley) no Aquário de Monterey. Nos primeiros episódios, não se sabe ao certo qual será a relação entre os dois personagens, apenas que se tornam próximos.

Como surgiu a oportunidade de você participar da série?
Foi uma história engraçada. O diretor de elenco escreveu para o meu agente de uma forma que parecia que estava já me oferecendo o papel: “O Douglas está disponível ou interessado em participar de Big Little Lies?” Eu pensei, isso é uma piada, né? É óbvio que quero participar. Meu agente notou que eu achei que já era uma oferta e disse que eu ainda tinha que fazer o teste. Geralmente nos testes nós esperamos do lado de fora em uma sala com outros vinte atores considerados para o mesmo papel. Você consegue escutar a pessoa fazendo a cena na outra sala. É terrível. Mas essa audição foi diferentes, eles chamavam uma pessoa a cada hora mais ou menos, então você não encontrava ninguém e passava mais tempo trabalhando na cena.

Como foi quando você soube que foi selecionado?
Foi um período bem tenso. Eu também estava gravando The Alienist (TNT/Netflix), e tinha pedir uma autorização deles para poder gravar o Big Little Lies. Recebi a oferta numa quarta-feita e foram uns dois dias esperando que me deixarem fazer. Além disso, eu ia me casar no final de semana seguinte. Então precisava pelo menos de um dia para ir pra New Orleans para o meu casamento entre as filmagens de uma série e a outra. O Big Little Lies mudou um dos meus dias de gravações para eu poder me casar. No fim deu tudo certo.

Foto: Divulgação

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Este elenco é absurdamente talentoso. Como foi para você interagir com eles dentro e fora de cena?
Acho que isso é o mais difícil, quando você está conhecendo essas pessoas, você tem que agir naturalmente, porque eles chegam “Oi, prazer, eu sou a Nicole (Kidman)!” e você pensa sim, eu sei quem você é. É meio estranho, mas você tem que manter a calma e a normalidade. Na leitura do roteiro que fizemos todos juntos antes das gravações, a gente fez uma pausa entre um episódio e outro. E as pessoas estavam aproveitando para usar o banheiro. Eu estava sentado e a Meryl Streep tinha que passar por mim para ir até o banheiro. E ela veio na minha direção, parou e disse “Oi!” eu pensei que era porque queria pedir para licença, e ela seguiu “Eu sou Meryl, prazer em te conhecer” e eu pensei “eu sei o seu nome”, mas claro, não disse isso.

Você conhecia a série mesmo antes de ser contratado?
Eu sabia que a série existia porque a minha esposa e meu cunhado estavam obcecados por ela logo que foi ao ar. Eu estava filmando na Hungria, então só assisti quando voltei de lá. O que me chamou a atenção na série foi a trilha sonora, que já abria com a música Cold Little Heart de Michael Kiwanuka. E eu amei que a camera seguia um estilo meio de documentário, sentia que estava sentado no carro com essas pessoas e pronto para ver a vida deles.

A personagem Jane passou por um grande trauma que ela começa a se recuperar na primeira temporada. O seu personagem, por ser alguém próximo à ela acaba lidando diretamente isso. Como foi para você abordar este tópico tão sério e delicado?
Eu sempre me interessei por casos de trauma, desde que estudei o assunto na faculdade. Pelas consequências mentais e físicas que isso causa. É algo que me chamou a atenção na primeira temporada e eu estava curioso para ver como a produção iria abordar este assunto na segunda. A gente sempre espera que vamos trabalhar em algo que estaremos atentos, que aborda coisas complicadas e exige esforço. Isso é sempre mais interessante, a alternativa fácil, eventualmente fica tediosa. É uma combinação de tudo, das conversa entre os colegas, pesquisas sobre o assunto e até fatores da nossa própria experiencia pessoal que podem ajudar na construção do personagem.

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