Miso em seu ateliê - Foto: Divulgação
Miso em seu ateliê – Foto: Divulgação

Por Paula Jacob

Stanislava Pinchuk, ou Miso, como é conhecida, é daquelas artistas que conseguem tocar nosso íntimo com pouco. A delicadeza de seus traços, quando desenha, ou mesmo dos mapas que constrói por meio de pontinhos furados no papel é tamanha que dá vontade de ter tudo em casa (e no corpo).

Miso nasceu em Kharkov, na Ucrania, mas mudou-se para Melbourne quando começou a cursar o bacharelado de arte na universidade local. Atualmente mora e trabalha na ponte aérea Austrália-Japão e é representada pela Hugo Michell Gallery e Karen Woodbury Gallery.

Qualquer usuário do Tumblr, ou até mesmo do Pinterest, já deve ter se deparado com suas obras, mesmo sem saber. Miso utiliza a noção de espaço como ponto de partida de seus trabalhos, traçando pontilhados de um lugar ao outro, como mapas visto do céu. Em Bright Night Sky, a artista montou rotas de suas caminhadas para as casas dos amigos ao redor do mundo. Já em Everywhere I Have Ever Been ela mostra as cidades e memórias das mesmas, cravadas em papel branco, transformando a experiência visual efêmera em objetos reais.

Metabolism - Foto: Divulgação
Metabolism – Foto: Divulgação

Sua mais recente apresentação na Hugo Michell Gallery, intitulada Metabolism: The City Coming Together & The City Coming Apart, mostra como uma cidade funciona, residências, espaços públicos, entre outros. Aqui Miso se preocupa com o processo biológico, como as grandes metrópoles crescem, se desenvolvem e se transformam. Para tanto, elegeu Tóquio como a cidade que come together, ou seja, mescla todos esses aspectos, com áreas ocupadas pela população durante protestos ou celebrações em espaços públicos. Kiev, por sua vez, é a cidade que come apart, com o mapeamento das rebeliões que ocorreram durante o ano de 2014, assim como as ações policiais diante do caos.

Tatuagens caseiras - Foto: Divulgação
Tatuagens caseiras – Foto: Divulgação

Além deste incrível e detalhado trabalho em papel, Miso também é disputada por suas tatuagens minimalistas. As tattoos são inspiradas em suas obras, claro, com referências astrológicas, mas também na perfeição da natureza, com galhos, flores e ramos. Miso faz as tatuagens nas casas dos amigos e não cobra dinheiro por elas, apenas o que a pessoa achar válido dar em troca. Jantares, bicicleta, livros e objetos de decoração são alguns dos exemplos de presentes que já ganhou nessas experiências.

Miso para Chanel - Foto: Divulgação
Miso para Chanel – Foto: Divulgação

Todo o talento da ucraniana conquistou os olhos de Karl Lagerfeld, que a convidou para desenhar a faixada da maison Chanel em Paris. O resultado, claro, é de tirar o fôlego. Sua última colaboração, porém, é com a também francesa La Chambre Graphique, que transformou a trajetória artística de Miso em um zine para carregar embaixo do braço.

Confira na nossa galeria algumas de suas obras ao longo dos últimos cinco anos e se inspire!