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Becky G lançou esta semana seu novo single, No Drama, com participação de Ozuna. A faixa super chiclete e dançante, no estilo reggaetown, dá início à era que sucede o álbum Mala Santa, lançado no ano passado e que no Brasil possui certificação de ouro (40 mil cópias vendidas). “O título fala por si só. Chega de dramas para este ano. É o meu mood para 2020. Foi dramático politicamente, na pandemia. Falei: sem mais drama, por favor”, conta ela em entrevista à Bazaar, via Zoom.

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Para o novo single, a cantora mexicana estava com a demo pronta, mas ganhou nova interpretação e ritmo com a participação do amigo porto-riquenho. “Ele tem um tipo de som muito único, diferente”, explica ela, que tem colaborações com artistas como Black Eyed Peas, Jessie J, Major Lazer e praticamente todos os expoentes da música latina nos últimos anos. Procure aí e ela tem feats. com Maluma, J Balvin, Daddy Yankee, Pitbull, Thalía, Bad Bunny, Myke Towers e, claro, Anitta.

No papo a seguir, ela fala da amizade com a “patroa”, a vontade de vir ao Brasil, como a pandemia refletiu em seus trabalhos, sua incursão pelo mundo dos games (ela dublou uma personagem de League of Legends, que lançou parceria de roupas com a Louis Vuitton) e conta, finalmente, se Pabllo Vittar vai ou não participar de seu podcast, En La Sala. Deslize para o ping-pong!


Sobre o que é No Drama e como foi gravar esse trabalho? E como o Ozuna entrou em cena?
Acho que o título fala por si só. Chega de dramas para este ano. É o meu mood para 2020. Foi dramático politicamente, na pandemia. Falei: sem mais drama, por favor. É divertido, o som é super chiclete. Ozuna é um amigo, de quem sou muito fã. Ele tem um tipo de som muito único, diferente. Não poderia fazer essa música com ninguém além dele. Acho que ficou perfeita.

A música foi gravada antes da pandemia ou no meio de tudo isso?
A versão demo, que era só eu, foi criada no ano passado. Quando gravei, soava um pouco diferente. A batida era mais lenta. Aceleramos e mudamos um pouco a produção. Mandei para ele e seu time. Felizmente, viram na música a mesma possibilidade de sucesso em que acreditei. Então, ele fez a parte dele e tudo já estava acontecendo.

Tem alguma curiosidade de bastidores ou quando estiveram em estúdio, gravando?
Gravamos o clipe em meio à pandemia. Então, você deve imaginar que foi diferente para nós. Acho que tentamos abraçar a ideia do que é estar sozinho nestes tempos. Por isso o vídeo é meio escuro, sexy e bem intimista. Acho que é um reflexo (da pandemia) porque estou acostumada, especialmente em meus vídeos, a ter muitos coisa, extras, atores, dançarinos, tudo isso.

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Você tem muitas colaborações. Como faz para ter essa agenda de telefone?
Trabalho com isso desde que tenho 9 anos de idade. Já me sinto uma senhora, embora tenha apenas 23 anos. (risos) Me sinto abençoada e sortuda por ter colaborado e, realmente, ter conhecido muitos dos artistas incríveis, mulheres incríveis, é realmente especial. Sempre há algo para aprender, como uma esponja. Adoro aprender coisas e manter contato com as pessoas. Sempre acho que existe uma oportunidade de nos reunirmos de outras formas e continuarmos colaborando. Essa sempre foi minha abordagem, minha mentalidade. E eu, realmente, amo isso.

Como a pandemia afetou você, uma vez que os artistas não podem fazer shows, as pessoas não estão podendo sair…?
É muito diferente. Não acredito que qualquer um de nós experienciou algo parecido, e afeta cada pessoa de um jeito diferente. Sou muito sortuda por ter a possibilidade de continuar trabalhando durante este período, porque não é a realidade de muitas pessoas. [Deve agradecer] Se você não perdeu alguém que ama para a pandemia. Algumas pessoas perderam suas casas, seus empregos… É importante que eu reflita sobre isso e reconheça que é uma oportunidade para conectar e ajudar outras pessoas.

Na verdade, foi isso que me inspirou durante essa pandemia. Saber que existem coisas importantes na vida, como a nossa saúde e a de quem amamos, dos nossos amigos, família e cuidar um do outro. Então, acho que foi dessa maneira que fui inspirada. Sei que muitas pessoas foram afetadas negativamente, mas pensei: o que posso fazer para ajudar os outros? Porque é uma coisa muito triste o que a gente está vivenciando, tem uma carga muito negativa. Portanto, tentar combater isso é muito importante para mim.

Você gravou uma música para League of Legends, dublou uma personagem e fez uma apresentação para o jogo. E os fãs de game são bastante diferentes dos de música. Como foi essa experiência?
Sim, foi um novo espaço [que se abriu] O mundo dos games é muito f… Achei muito legal porque, estar em Paris e poder colaborar com a Louis Vuitton e League of Legends. Quando imaginaria que o mundo da moda e dos games iriam se juntar? Foi ótimo e muito inspirador. Os fãs são muito casca-grossa e muito apaixonados. A cerimônia foi comovente pela tecnologia, produção, todos os esforços que eles fizeram para o evento, foi incrível fazer parte. Extremamente inspirador. Espero que haja mais oportunidades no futuro, porque realmente gostei muito.

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Aqui no Brasil, há um vício do joguinho Among Us. Tem alguma coisa que gosta de jogar?
Gostaria de ser boa jogadora, mas sou péssima. Sou muito ruim, mas talvez deva dar uma chance. Às vezes, gostaria de me tornar uma jogadora decente, mas sou péssima. Adoro assistir quando meu namorado [o jogador de futebol Sebastian Lletget] está se divertindo. Ele é um verdadeiro gamer, meus irmãos…. É lindo. Mas eu não faço ideia de como processar.

Você conhece algum artista brasileiro, além da Anitta. Porque a gente sabe que são amigas…
Sim, sim, sim. Sim! [empolga-se]. Há muitas músicas… No começo da pandemia, lancei uma música que tinha uma batida bem parecida com o funk do Brasil, que é muito, muito legal. E eu amo o funk do Brasil, é maravilhoso, adoro dançar e ouvir. Embora, às vezes, não consiga entender o que cantam, mas é muito similar ao espanhol. Mas ainda é bastante diferente. Uma das minhas melhores amigas é a Anitta mesmo. Ela é como uma chefona!

Aqui no Brasil, a gente chama ela de “patroa” [por causa da música “Chegou a Patroa”]…
A amo como mulher e o que ela representa. Ela é a “patrona”, então, como falamos em espanhol. Eu a amo, acho seu trabalho f… Eu amo aquela música dela, que tem uma vibe de bossa nova [cantarola “Fica Tudo Bem”, parceria da carioca com Silva]. Quem mais? Pabllo Vittar… Outra cantora f… Eu a amo!

Aliás, o público estava insano, querendo saber se ela vai ou não participar do seu podcast….
As pessoas estão certas. Isso é muito de bastidores. Mas estava trabalhando em diferentes episódios, com temas e tópicos diferentes. O nome do podcast é En La Sala e teria um episódio sobre a Parada (LGBTQIA+) em um dos episódios. Ela estava no topo da lista, mas por alguma razão, que não lembro qual é, houve um conflito de agendas. Muito triste… Mas é claro que ainda há oportunidade. Adoraria colaborar com ela no futuro, pode apostar.

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Havia alguma conversa sobre você vir ao Brasil antes da pandemia? E como está isso agora?
Espero poder ir ao Brasil, já que nunca estive ai. Anitta vive falando para eu ir, ficar em sua cara, para que possamos festejar e nos divertir. Espero que um dia, muito em breve, eu possa ir. Mas, obviamente, com a pandemia, acho que todos nós e nossos familiares e pessoas próximas devemos nos proteger e servir de exemplo. Mas espero, muito, que quando isso acabar seja um dos primeiros lugares a visitar.

Se estivesse no meu lugar, ou até mesmo participando do seu podcast em outra posição, o que gostaria de saber de Becky G, que nunca teve a oportunidade de falar a respeito?
Uau, essa pergunta é muito boa! Você me pegou… Sabe que aprendo muito com pessoas como você, porque o trabalho que fazem não é fácil. Ainda mais quando você está preparado, leva as coisas a sério, toma nota, precisa se atentar a quanto tempo vai falar com a pessoa para que consiga cobrir tudo. E eu que falo demais? Então, acho que perguntaria coisas estranhas, pessoais. Porque com as redes sociais, as pessoas têm acesso a você e parece que te conhecem – e em muitos casos isso realmente acontece. Mas acho que perguntaria a minha cor favorita, por exemplo. A minha é amarela, amo essa cor.

Há alguma coisa que não perguntei e gostaria de falar?
Brasil, amo vocês. Obrigada pelo apoio… E aos artistas dos quais sou fã. Obrigada por nos abraçar e nos permitir estar juntos. É uma das coisas mais lindas [na indústria da música]. Espero poder ir em breve ao Brasil.