Foto: Reprodução/IMDb
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Por Miriam Spritzer

Na estreia de “Georgetown”, Bazaar conversou com Christoph Waltz que, já nos primeiros segundos de entrevista, brincou: “desculpa, eu sei que é uma surpresa, mas não é meu primeiro filme”.

A obra é baseada na história real de 2011, quando uma socialite importante nas relações politicas entre Estados Unidos e Alemanha foi assassinada aos 91 anos de idade pelo seu segundo marido – que era 44 anos mais jovem – na sua residência em Georgetown, bairro de Washington, DC.

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A repercussão da estreia, no entanto, não se deu apenas pelo enredo e o elenco de peso do filme, que é composto pelo trio Vanessa Redgrave, Annette Benning e o próprio Christoph Waltz. O que de fato chamou a atenção dos jornalistas e do público, é que o filme foi divulgado por todos os lados da cena cultural em Nova York como a primeira direção de Waltz.

O ator e diretor já havia dirigido um outro filme alemão em 2000, de título “Wenn Man Sich Traut”. Não sabemos se a informação havia sido esquecida ou deixada de lado mas, de qualquer forma, a fake news ajudou na divulgação do filme, e foi encarada com extremo bom humor do diretor austríaco.

Foto: Reprodução/IMDb
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Saiu por todas as partes que este filme era sua estreia como diretor. Como você reagiu?
Eu sei. Juro que não sei como isso aconteceu. Acho que talvez soaria melhor se fosse meu primeiro filme? Mas tudo bem.

Bom, então já que não é o seu primeiro filme, o que levou você voltar a dirigir depois de tantos anos?
É difícil para mim dizer exatamente o que aconteceu que me levou a fazer esse projeto, dirigir e atuar ao mesmo tempo em um filme. Foi algo muito pessoal. Chega um momento, eu acho, em nosso desenvolvimento pessoal em que a gente quer dar um passo à frente. E eu acho que é isso que acabou me levando querer fazer o filme, queria me dar um novo e maior desafio.

O enredo é super interessante, baseado em fatos reais. Por que você resolveu contar essa história especificamente?
Quando resolvi que queria dirigir e estrelar em um filme, conversar com colegas e pessoas da indústria. Me juntei com alguns amigos que queriam contribuir e fomos atrás de uma história para trabalhar. Entre as várias possibilidades, encontramos Georgetown. Eu li, achei muito interessante e que resultaria em um filme ótimo. A partir daí comecei a montar o que eventualmente se tornou este filme. Foi mais ou menos assim que a coisa andou.

Você é reconhecido na indústria no mundo todo, poderia lançar este filme em qualquer festival de cinema. O que lhe fez querer estrear no Festival de Tribeca em Nova York?
Eu adoro Nova Iorque e eu sou um fã devoto de Robert de Niro. Tudo o que ele manda ou pede, eu faço. Mas a verdade é que acho este festival único e é algo que é peculiar da cidade. Eu acho isso sensacional. É um festival para os novaiorquinos, eles podem assistir os filmes e participar das atividades e diálogos que estamos trazendo aqui. O público de fato participa, e é muito bom ter esta troca.

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