Cláudia Liz em seu ateliê – Foto: Gustavo Ipólito

Claudia Liz, uma das modelos mais conhecidas nos ano 90, revisitou seis telas de seu acervo,de 2015/17, todas portraits femininos, e decidiu pintar máscaras nas personagens. Máscaras? Sim, em um movimento que vai de encontro ao momento pelo qual estamos passando atualmente, com a pandemia da Covid-19.

Foto: Divulgação

Além da arte, sua atitude teve como motivação o desejo de conscientizar a todos sobre o atual momento, mostrar que a arte é, sim, um grande meio de comunicação e cultura, e decidiu ressignificar suas próprias telas.

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Mas não para por aí. Claudia resolveu vender os trabalhos e reverter todo o valor para o projeto Apolônias do Bem, que tem como meta ajudar mulheres vítimas de violência doméstica.

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Veja a seguir o papo que ela teve com a Bazaar.

Por que você decidiu fazer uma intervenção em suas obras?

Decidi ressignificar essas obras como um alerta para a pandemia que estamos vivendo. Foi Logo após que vi uma matéria com um medico chinês falando que devíamos todos usar máscaras sempre, não só médicos como divulgavam aqui. Acho que foi final de março.

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Qual o objetivo dessa intervenção?

O objetivo é  alertar, chamar e prender atenção para a imagem das personagens com máscara. A ideia é fixar a mensagem de forma imagética e se possível  trazer a conscientização.

Quantos quadros sofreram alteração? 

São seis obras ressignificadas, todas de meu acervo. Foram criadas entre os anos 2015 e 2017.

Como você pretende ajudar mulheres vítimas de violência doméstica?

Estou à disposição da ONG Turma do Bem desde 2010 e pretendo ajudar quando e como eles precisarem de mim. Neste momento, estou ajudando doando a minha arte.

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Por que o projeto Apolônias do Bem?

O projeto Apolônias do Bem #apoloniasdobem é idealizado pela  ONG Turma do Bem desde 2012. É um lindo projeto, pois  busca acolher e ajudar mulheres vítimas de violência doméstica. Ele oferece tratamento odontológico integral e gratuito a mulheres que vivenciaram situações de violência e tiveram a dentição afetada durante as agressões. Nestes quase 10 anos, mais de mil mulheres já foram atendidas nesse projeto e na ONG Turma do Bem, pelos quais passaram também 79 mil crianças e adolescentes

Como você se descobriu pintora? Continua criando atualmente?

Sou artista desde cedo e a pintura faz parte da minha vida desde muito jovem. Pintava paralelamente à minha profissão de modelo.  Eu pinto no meu ateliê em casa desde os 15 anos, mas já tive também ateliê com outras artistas, por volta de 1997. Hoje sou ilustradora na Folha de S.Paulo na coluna “Tendências e Debates “ e da revista de moda “Frasson Gallery”, além de outros trabalhos para marcas, pessoas e livros.

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Com a venda das peças, você pretende criar mais obras e dar continuidade à ação? 

Se der tudo certo e a ONG quiser continuar com a ação, estou sempre à disposição para ajudá-los.

Como as pessoas podem adquirir seus trabalhos? 

Os trabalhos das “ Apolônias” podem ser adquiridas pelo meu Instagram @claudializoficial e o depósito será feito na conta da ONG com a renda 100% revertida pra eles. Os outros trabalhos que faço podem falar comigo pelo meu site www.claudializ.com.br  ou pelo Instagram.

Cada tela de Claudia disponível para venda  sai por R$ 4.500. É uma ótima forma de colaborar com o momento atual e ainda consumir arte.