Foto: Divulgação
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Por Luísa Graça

“Como pronuncia seu nome?” é uma das perguntas que mais tem ouvido desde que sua música cruzou o Mar do Norte para encher casas de shows na Europa e EUA, fazer aparição no Saturday Night Live e se tornar colaboradora do Diplo. Nascida Karen Marie Ørsted, a dinamarquesa usa como apelido para sua persona musical uma palavra que evoca inocência e pureza, temas que, de algum modo, aparecem em suas músicas sobre as agruras de crescer e ser inquieta na sociedade moderna. “Todo mundo que ser especial hoje em dia, por causa do Instagram ou coisa do tipo. Uma vida interessante, uma carreira incrível, um namorado lindo… Você fica achando que não é bom o bastante. É uma pressão exagerada”, conta ela, em entrevista recente.

Debaixo do seu grande guarda-chuva de electropop, especialidade escandinava, cabem hip-hop e punk (seu quinhão de agressividade), mas suas maiores influências vêm dos anos 90, porém de lados opostos: Sonic Youth e Spice Girls. Segundo ela, foram Kim Gordon e Sporty Spice que a ajudaram a entender, no turbilhão de sua adolescência, que não é preciso ser perfeita ou interessante o tempo todo. Sem pedir desculpas, é provocativa e carismática, sempre dançando e batendo seu já característico rabo de cavalo nos quatro cantos do palco ou em seus vídeos, entre um bando de garotas que aparentam ser tão duronas e divertidas quanto ela. Em shows no final do mês em SP, Rio e Curitiba, ela exibe toda essa vivacidade e suas coreografias espontâneas, sem medo de não parecer sexy. Go, girl!