Foto: Divulgação
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por Ana Carolina Monteiro

Desde fevereiro, a vida de Fernanda R. Garcia se divide entre a Inglaterra, onde mora, e o Azerbaijão, lugar onde a carioca de 38 anos irá assumir o cargo de diretora da Gazelli Art House, de Baku, cidade da primeira galeria de arte contemporânea do país, fundada em 2003 (com um espaço permanente em Londres). Filha de headhunter espanhol e de artista plástica fluminense, Fernanda cresceu entre o Rio, São Paulo e Madri. Trabalhou com direção de arte em agências paulistanas, mas, na paralela, aprofundava- se em História da Arte.

Após algumas viagens de imersão cultural entre galerias de Nova York e bienais europeias, estabeleceu contatos para que, aos 29, tomasse a decisão que mudaria sua vida. “A publicidade remunera bem, a atmosfera é atraente, mas, em um momento de dúvida, decidi parar tudo”, explica à Bazaar. Foi como assistente na galeria Raquel Arnaud, na Vila Madalena, que a designer aprendeu o que precisava para, dois anos depois, trabalhar no Banco Mundial, em Washington, nos EUA. “Eles buscavam um coordenador de exposições que tivesse conhecimento do cenário artístico emergente no Brasil e que falasse inglês, espanhol e português”, diz.

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Findado seu contrato americano, foi fazer mestrado em Art Business, em Londres, onde trabalhou no ateliê da artista espanhola Angela de la Cruz. Seu currículo impressionou um olheiro local, que a indicou a uma vaga na Gazelli Art House. A galeria ocupa um charmoso prédio na parte oeste de Londres, na mesma rua do exclusivo The Arts Club e onde era a Dover Street Market, loja conceito da designer japonesa Rei Kawakubo (Comme des Garçons). O ambicioso projeto da fundadora Mila Askarova no Azerbaijão fica em um novo imóvel de 900 m2. Além da logística, Fernanda responderá pelo mapeamento da região (que inclui Cáucaso e Oriente Médio), para achar potenciais clientes e colaboradores. “Estou trabalhando com a agenda de expos de 2018 e buscando me familiarizar com a cidade, conhecendo a cultura e os costumes por meio dos meus entrevistados. Não falo azeri, mas começo aulas de russo em breve”, diz, tranquila com o novo desafio.

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