Foto: Reprodução/Instagram/@brunafrog

Quem cruza com o Instagram de Bruna Romero, dificilmente não se identifica com uma de suas ilustrações. Com uma paleta predominantemente suave, a ilustradora une desenhos femininos e frases que são reflexões pessoais, mas acabam se assemelhando à vivência de muitas pessoas.

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Bruna sempre gostou de desenhar, mas demorou para acreditar que tinha potencial para transformar seu hobby em trabalho. “Acho que trabalhar com arte no Brasil é desvalorizado. Está melhorando com as redes sociais por causa da produção de conteúdo, mas sempre foi um mercado muito restrito. Quando imaginava que queria trabalhar com arte, pensava que teria que ser pintora e representada por uma galeria, o que é difícil”, contou a artista em entrevista à Harper’s Bazaar

Sem a pretensão de tornar aquilo sua profissão, Bruna Romero começou a compartilhar seu hobby nas redes sociais – ao mesmo tempo em que tocava seu trabalho como publicitária – e foi crescendo organicamente. “Hoje em dia, basicamente todos os meus trabalhos chegam pelo Instagram. Não só relacionados à ilustração, mas também como influenciadora. É minha forma de contato com as pessoas”, comenta sobre a importância das redes sociais.

Processo criativo

Foto: Reprodução/Instagram/@brunafrog

“Meu trabalho é muito pessoal, então é sempre o que estou querendo dizer ou sentindo. Foi assim que comecei, colocando meus sentimentos nos desenhos porque tinha dificuldade em falar o que sentia. Era um exercício de terapia mesmo. Fica mais fácil se não coloco em primeira pessoa, transformando situações que acontecem comigo em coisas que provavelmente acontecem com mais pessoas. E depois, desenho alguma coisa relacionada”, conta sobre seu processo criativo.

Durante a quarentena, a artista usou seu aprendizado de lidar com a inconstância de cada dia. “Algumas pessoas dizem que produzem mais quando estão tristes ou felizes, mas eu não tenho essa regra. Tem semanas que estou superimprodutiva e outras estou megaprodutiva, isso costuma acontecer na minha vida normal. A quarentena te um aspecto ligado ao meu emocional, mas em relação ao trabalho acho que não afetou tanto”, reflete.

Inspirações

Foto: Reprodução/Instagram/@brunafrog

“Totalmente clichê, mas a primeira é minha mão. Somos muito próximas e admiro muito a pessoa que ela é, não só como mãe, mas como ser humano mesmo”, lista Bruna Romero entre suas inspirações. “Artistas tem um monte. Amo o trabalho da Hanna Lucateli, que trabalha com pintura de uma maneira muito expressiva e sensível. Nos meus desenhos, quase sempre retrato mulheres, então me atraio mais por quem também retrata figuras femininas.”

Quando observa o outro universo no qual está incluída, o das influenciadoras digitais, Bruna se inspira em Rafa Brites. Sua sinceridade, transparência e os valores transmitidos se alinham muito com o que a artista admira e acredita.

Foto: Reprodução/Instagram/@brunafrog

Para quem se espira no trabalho de Bruna, a artista acredita que o melhor conselho é acreditar em si mesmo. “Em relação a transformar sua arte em trabalho, sinto que muitas pessoas encontram as barreiras que encontrei lá atrás, que são comigo mesma e não com o mundo. Elas estão relacionadas a aceitar que você gosta disso, que é bom nisso. Acho que não se comparar e acreditar no seu trabalho são as coisas mais importantes. É aquele clichê: quando acho algo que fiz lindo, vou abrir margem para que outras pessoas achem também”, diz.

Bruna Romero foi uma das artistas convidadas pela Bazaar para mesclar suas pinceladas com peças da Gucci. O resultado – que também conta com ilustrações de Linoca Souza, Lela Brandão e Di Couto – você encontra na nossa edição de agosto.