Foto: João Arraes/Divulgação

Silva vem fazendo música há quase uma década. Profissionalmente, digamos assim. Porque desde pequeno ele se diverte em meios aos instrumentos musicais. Com o álbum “Cinco” (lançado no fim de 2020 e que acaba de ganhar prensa em vinil), ele chega a um patamar maduro no panteão do pop nacional. Quis se arriscar mais uma vez, já que desde o começo da carreira tenta passear pelos ritmos. “Correr riscos (musicalmente) é legal, pelo menos nesse sentido, te tira do lugar comum e você aprende algumas coisas”, analisa.

Depois de ficar muito conhecido por suas parcerias, como Anitta e Ludmilla, nutre um carinho especial por Marisa Monte, com quem trabalhou no passado e já fez uma ode com disco e show especiais. O cantor compara essas experiências com namoros, onde cada um leva um pouco do outro para seguir em frente. No campo dos sonhos, pensa em dividir estúdio com Djavan, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor e Marcos Valle. “Na MPB, os artistas têm processo mais lento, de criar relacionamento primeiro.”

Álbum lançado em dezembro ganha lançamento em vinil (Foto: Divulgação)

Sem poder sair em turnê por conta da pandemia, e sem previsão de voltar para a estrada, vê nas lives uma saída para continuar em contato com os fãs. “Quero continuar a compor e ver o que sai. Porque quando as coisas voltarem vai ser uma correria doida”, espera. Quando falamos, estava em vias de decidir se o novo trabalho terá uma apresentação ao vivo para os fãs, ainda que online.

Passando a pandemia na natal Vitória, no Espírito Santo, diz que a solidão da quarentena se assemelha ao tempo que passa em hotel quando está em turnê. A companhia tem vindo, também, do Big Brother Brasil 21 (Globo), que comenta bastante em suas redes sociais e tem torcido para Camilla de Lucas, Juliette Freire e Gil do Vigor.

Não fosse a equipe, família e amigos, talvez topasse entrar para a casa mais vigiará do País. “Não vou mentir, já pensei. Mas não levei essa ideia para frente. O que tento trazer para a vida pessoal e profissional é não tentar bancar uma coisa que não sou. Não pagaria um micão ou falaria coisas horríveis”, acredita. Seu maior problema seria a luta pelo sono, já que na casa eles não têm hora para dormir, mas têm hora para acordar.

Cantor passa a quarentena na natal Vitória, no Espírito Santo (Foto: João Arraes)

Apesar de estar prestes de completar 10 anos de carreira, e concordar que uma série documental poderia cair como uma luva para celebrar esse momento, se acha um artista muito novo para lançar algo nesta linha. “Acho que 20 anos é realmente bom”, desconversa. Em sua playlist, tem rolado bastante “antiguera”, como jazz e reggae, do naipe Marcia Griffiths (que foi backing vocal de Bob Marley), mas já está cansando. Vai voltar a pesquisar batidas eletrônicas, seu trabalho bastante autoral. A nós, resta curtir a discografia e esperar para que a realidade dos shows venha em uma velocidade galopante.