Foto: Vinícius Mochizuki

A atriz  Cris Vianna está na nova temporada de “Arcanjo Renegado”, série da Globoplay, onde viverá Maíra, presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Ela também  está na série “Beijo Adolescente”, da HBO Max.  Além disso, estreou recentemente o longa “Me Tira da Mira”, de Hsu Chien. Seu lado cantora ela mostrou, e muito bem, ao ser finalista da primeira edição do “The Masked Singer Brasil”, quando concebeu a personagem Arara. Mas poderemos ver muito mais desse lado dela em “Musa Música”, primeira série musical da Globo. Ademais, no teatro, em 2019, Cris fez enorme sucesso com os musicais “Quando a Gente Ama”, em homenagem ao cantor e compositor Arlindo Cruz, e “Rio Mais Brasil”, que ficou quase um ano em cartaz ao percorrer nove estados brasileiros.

Conhecida por vários papéis em novelas, como “América”, “Sinhá Moça”, “O Profeta”, “Duas Caras”, “Salve Jorge”, “Império”, entre outros, ela também recebeu diversos prêmios por suas atuações em longas-metragens, como “Besouro”, pelo qual foi agraciada com o Trófeu Raça Negra de Melhor Atriz, e “Última Parada 174”, de Bruno Barreto, quando ganhou o Prêmio Contigo de Melhor atriz. 

Paulistana de nascença, vive nos Rio de Janeiro já ha muitos anos, mas vem à capital paulista sempre que pode para visitar a família. Cris conta que teve uma infância ótima e que aproveitou demais esse período de sua vida. Sua carreira começou como modelo, logo após ganhar um concurso em que foi eleita Miss Primavera, além de outros. Passou a fazer comerciais e a modelar. Teve participações em desfiles como São Paulo Fashion Week, Semana de Moda  Dragão Fashion, Paco Rabanne, Versace, Vera Arruda e outros, mas se encontrou na carreira de atriz e daí em diante, para nossa sorte, não parou mais.

Bazaar levou um papo com Cris, leia a seguir a íntegra.

Foto: Vinícius Mochizuki

Como começou sua carreira de modelo? 

Uma vizinha, muito atenciosa, falou para minha mãe que tinha visto no jornal um anúncio de um concurso de beleza e que achava que ela deveria me levar. No início, minha mãe achou muito longe, mas depois topou fazer a minha inscrição. Participei do concurso, o Miss Primavera, e acabei ganhando. Depois disso, vieram outros concursos que também ganhei. Com o tempo, fui fazendo amizades e sendo convidada para fazer comerciais. A partir daí, entendi que eu precisava entrar para uma agência. Na época, só podia ter uma negra em cada agência. Fui a várias e fiz muitas entrevistas até conseguir entrar no casting de uma delas. Foi quando comecei a modelar de verdade e a fazer mais testes para desfiles e comerciais.

Para quem desfilou? 

São Paulo Fashion Week, Semana de Moda, Dragão Fashion, Paco Rabanne, Versace, Vera Arruda, entre outros.

O que estudou?

Já estudei canto, dança, circo, balé, teatro, cinema. Também cursei a Oficina de Atores da Rede Globo.

Como começou sua carreira de atriz?

Como modelo, sempre apareciam testes para comerciais. Foi quando comecei a estudar interpretação e me apaixonei. Depois disso, não parei mais até ser escalada para meu primeiro papel no longa “Jogo Subterrâneo”, rodado em São Paulo. Depois disso, vim para o Rio fazer a Oficina de Atores da Rede Globo até ser escalada, por meio de testes, para a minha primeira novela, que foi “América”, de Glória Peres, em 2004.

Fale sobre suas personagem “Arcanjo Renegado”, a Maíra?

A Maíra é uma vereadora que se torna a presidente da Alerj. É uma mulher inteligente, firme e que não se corrompe por nada. Tem sua forma de pensar muito clara e luta intensamente por tudo que acredita. Por ser ética e correta, tem poucos e fiéis aliados.

Qual sua expectativa com a série?

Não sou uma mulher de criar expectativas, mas estou muito feliz com o que vivi durante as gravações. Foco sempre no estudo da personagem e trabalho para entregar o meu melhor. Dentro disso, mantenho a esperança de que tudo dê certo e que seja lindo para todos os envolvidos no projeto.

E seu papel na série “Musa Música”, qual sua personagem?

Em “Musa Música” eu interpreto a Fafá, esposa do Silas e mãe de um casal de filhos lindos. A Fafá é uma mulher trabalhadora, cheia de energia e muito decidida.

Você canta na série?

Sim, um pouco. Na realidade, todos cantam na série.

Você também fez o longa “Me Tira da Mira”, como é sua personagem?

A Angela Biachini, minha personagem, é uma cientista e pesquisadora muito competente, mas também muito ambiciosa. Para continuar no poder e a ajudar ao pai, ela não medirá esforços e acabará criando uma fórmula que poderia ser incrível, mas que acaba falhando porque ela se envolve em uma história que a faz ser investigada.

Foto: Vinícius Mochizuki

Como a música entra na sua vida?

Eu cantava em um coral de São Paulo, mas, antes disso, fiz aulas de canto. Parei, voltei, mas o canto sempre foi algo muito presente na minha vida e nos meus trabalhos.

Como foi sua participação como a Arara em “The Masked Singer Brasil”?

Foi ótima! Adorei participar e poder estar em cena de outra forma. Eu adoro desafios e esse foi mais um na minha carreira.

Quais são os próximo projetos?

De concreto, além do filme, são essas duas séries, “Aracanjo Renegado” e “Musa Música”, além de uma terceira chamada “Beijo Adolescente”, onde faço uma professora. São três séries que ainda irão estrear.

Pretende se dedicar mais à música, lançando singles ou um EP?

Como artista, vou sempre me dedicar a tudo que acredito e que me deixa feliz. E a música é uma dessas coisas que me me traz alegria. Ainda estou reformulando essa ideia sobre um possível single.

Você é uma mulher linda, como cuida da beleza? Tem algum ritual?

Não, não tenho um ritual específico. Apenas me cuido. Gosto de tudo que me faça bem. Faço exercícios, bebo muita água e procuro me alimentar da forma mais saudável possível.

E do corpo, é adepta de academia ou outras atividades?

Sempre me cuidei fisicamente, seja na academia ou nas aulas de dança. Gosto de tudo que coloca o corpo em movimento.

Foto: Vinícius Mochizuki

Como lida com as redes sociais?

Lido da forma mais natural possível. Posto o que gosto, o que acredito, e também curto postagens e sigo perfis que me identifico.

Acha importante ter um posicionamento antirracista e feminista nas redes?

Sim, com certeza. Ainda mais no meu caso. Sou mulher e negra.  Para mim, seria impossível não olhar pra esses assuntos com a responsabilidade que eles merecem.