Foto: Edu Ortega

A exposição virtual “AAA – Antologia de Arte e Arquitetura” explora a relação da arquitetura com a arte do Brasil. Entre os trabalhos, há nomes conhecidos, que vão de Adriana Varejão e Fernanda Gomes até Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Oscar Niemeyer e Roberto Burle Marx. A coleção reúne mais de 100 trabalhos de artistas, arquitetos e designers brasileiros, com diferentes linguagens e épocas, propondo uma reflexão sobre a arquitetura e história.

Com curadoria da arquiteta e urbanista Sol Camacho – (diretora na RADDAR Architecture e diretora técnica-cultural do Instituto Bardi e Casa de Vidro), a mostra reúne obras o “pequeno atlas” explora a arte brasileira e sua estreita relação com a arquitetura. A mostra é o desdobramento da “Exhibit AAA”, em cartaz na Expo Chicago, em setembro de 2019, que ganha releitura apresentada pela parceria das galerias Bergamin & Gomide e Fortes D’Aloia & Gabriel.

“AAA” transita pelo campo das artes visuais (entre pinturas, esculturas e vídeos) e o da arquitetura (com maquetes, peças de mobiliário e fotografias de edificações). São obras que têm a arquitetura como linguagem: seja na relação entre a construção de espaços e a sua representação, no uso de materiais da construção civil ou na subversão da própria linguagem como recurso de experimentação com escala, composição e geometria.

BLOCOS, PILARES, MUROS E SUPERFÍCIES

Em Blocos, obras formadas por unidades sólidas e modulares, como as Estruturas de Caixas de Fósforo Preto/Branco (1964) de Lygia Clark e o projeto do MASP, presente na mostra através de uma maquete produzida pelo Instituto Bardi para a exposição dos 50 anos do edifício.

“Estruturas de caixas de fósforos preto/branco” (1964), de Lygia Clark (Foto: Edouard Fraipont / Cortesia Bergamin & Gomide)

A “PMR Chaise Long” (1985), de Paulo Mendes da Rocha e o “Ponto” (2015), de Iran do Espírito Santo, integram o subgrupo Pilares. Estes dois exploram os elementos de suspensão e apoio. Muros analisa a problemática das barreiras públicas, tão necessárias à arquitetura quanto controversas no contexto sociopolítico brasileiro, a partir de artistas como André Komatsu e Ivens Machado. “As Superfícies”, por sua vez, reúnem obras de Lygia PapeAthos Bulcão, entre outros, para tratar de abstração, angulações e dobras.

SUBTRAÇÃO, TRANSPARÊNCIA E COR

Subtração é tomada aqui como uma ação que resulta na conformação de espaços a partir do vazio – presente tanto nos projetos da spbr arquitetos quanto na série “Quadroquadro” (2013 – 2016), de Renata Lucas. O recurso da transparência é explorado em obras de Mauro Restiffe e Joaquim Tenreiro, enquanto a cor é a ferramenta de decodificação do espaço presente nas tapeçarias de Burle Marx e nas pinturas de Marcelo Cipis.

“Alvorada #3”, de 2018, de Mauro Restiffe (Foto: Cortesia Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo/Rio de Janeiro)

INTERIORES E FACHADAS

As obras de Valeska Soares, Rivane Neuenschwander e Oscar Niemeyer integram o subgrupo Interiores, lidando com a noção de familiaridade. Seu contraponto são as Fachadas, que exploram a arquitetura a partir de sua relação com o contexto urbano, como em “Janela” (2018), de Rodrigo Matheus, e as pinturas de Volpi e Lorenzato.

À esq: “Sala de Estar Moderna 5” (2020), de Marcelo Cipis, à dir., “Sem título (Fachadas)”, de Alfredo Volpi, de meados do da década de 1950 (Fotos: Ding Musa / Cortesia Bergamin & Gomide)

SERVIÇO

“AAA – Antologia de Arte e Arquitetura”, com curadoria de Sol Camacho
Apresentado por: Bergamin & Gomide e Fortes D’Aloia & Gabriel.
Expo reúne trabalhos de Adriana Varejão, Alfredo Volpi, Cildo Meireles,Claudia Andujar, Fernanda Gomes, Hélio Oiticica, Lucas Simões, Lygia Clark, Lygia Pape, Milton Dacosta, Oscar Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha, Roberto Burle Marx, entre outros.
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