A Fundação Louis Vuitton projetada por Frank Gehry - Foto: reprodução
A Fundação Louis Vuitton projetada por Frank Gehry – Foto: reprodução

O museu da Fundação Louis Vuitton, em Paris, que abriu suas portas pela primeira vez em setembro de 2014 para o desfile de verão 2015 grife na pfw, já tem data de inauguração oficial: 27 de outubro. Criado por Frank Gehry – arquiteto canadense condecorado com um Pritzker e também responsável pelo Guggenheim -, o edifício de 118.400 metros quadrados levou sete anos para ficar pronto e custou cerca de US$ 128 milhões (cerca de R$ 314).

Museu da Fundação Louis Vuitton - Foto: reprodução
Museu da Fundação Louis Vuitton – Foto: reprodução

Dividido entre 11 galerias, um auditório de 350 lugares, uma livraria e um restaurante comandado pelo premiado chef Jean-Louis Nomicos, o edifício de estrutura futurista, que já foi comparado a uma nave, um navio a vela, um iceberg e até a uma nuvem, conta com uma estonteante vista para Torre Eiffel e para o horizonte da cidade.

Detalhes do museu da maison por dentro  -  Foto: reprodução
Detalhes do museu da maison por dentro – Foto: reprodução

O espaço vai abrigar exposições temporárias, uma seleção de obras que pertencem à fundação e da coleção pessoal de Bernard Arnault, presidente do conselho de administração e CEO da LVMH, e eventos multidisciplinares, como shows.

Para primeira fase do programa de abertura, que vai até março de 2015, foi montada uma exposição que mostra todo o processo de criação de Gehry, e sua trajetória de carreira.

O arquiteto Frank Gehry - Foto: divulgação
O arquiteto Frank Gehry – Foto: divulgação

Em um recente evento para a imprensa, Gehry contou que, sete anos depois de desenhar o projeto inicial, suas ideias para o local já não são mais as mesmas, e que ele mudaria algumas coisas por lá. Mas quem já teve a oportunidade de passar no espaço não acha que seja necessário. O edifício, coberto com 12 velas de vidro e fixados em um jardim da água em meio à vegetação do Bois de Boulogne, é de impressionar e, pelo olhar crítico de quem entende do assunto, é também uma das maiores conquistas da carreira do arquiteto canadense.

Em tempo: Gehry – que vive um caso de amor com a França desde 1960, quando tentou ficar se mudar para a cidade mas não obteve visto de trabalho – também é o tema de uma exposição no Centro Pompidou, inspirada no Jardin d’Acclimatation, onde o museu da maison está localizado. Por lá, a expo vai até 26 de janeiro de 2015. Must visit!

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