Elijah Wood - Foto: Divulgação
Elijah Wood – Foto: Divulgação

Nessa quinta-feira (25.04) aconteceu a estreia do filme “Come to Daddy”, estrelando Elijah Wood e dirigido por Ant Timpson, renomado produtor de televisão, no festival Tribeca, em Nova York. O filme conta a história de uma complicada relação entre um jovem e seu pai ao se depararem com informações do passado e, apesar do tema relativamente usual, a produção se diferencia por não seguir um gênero específico de cinema.

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Nossa repórter especial Miriam Spritzer conversou Elijah Wood sobre a produção. Leia a entrevista exclusiva:

Você é conhecido principalmente pela trilogia de “O Senhor dos Anéis”, que foi uma produção gigante. E esta é uma produção independente. Qual é a diferença no dia-a-dia do set de filmagem entre os dois tipos de filme?
Eu trabalhei em muitas produções independentes nos últimos anos, tanto como ator como produtor. Para ser sincero, é a praticamente a mesma coisa. Só que o número de pessoas na equipe do filme é consideravelmente menor e os recursos também, então temos que ser muito mais criativos para conseguir o resultado que todos esperam do filme.

Vocês optaram por lançar o filme durante o Tribeca Film Festival. Qual o papel deste tipo de festival para a indústria?
Eles são muito importantes. Se não fosse pelos festivais de cinema, não há um caminho para que os novos diretores sejam vistos pelo público. Geralmente num primeiro trabalho de direção, como é o caso Ant [Timpson], é muito difícil conseguir fazer um barulho significativo que deixe o público curioso ou animado para que então o filme seja vendido para algum estúdio ou distribuidora. Se público do festival gostar do filme, isso abre muitas portas.

Como você acha que vai ser a reação do público ao assistir “Come to Daddy”?
Uma das coisas que mais gostei quando li o roteiro é que quando você acha que a história vai por um certo caminho, acontecia algo totalmente inesperado. O filme parece mudar de gênero, mas acho que o público vai gostar dessa mistura de suspense com comédia

Qual foi o maior desafio para fazer este filme?
No inicio parecia que não iria sair do papel. Por muito tempo ficamos esperando e as coisas não fechavam bem. Não tínhamos equipe e nada acontecia. Então de uma hora para a outra estes grandes impasses foram se resolvendo, encontramos o nosso time e tudo andou junto. Por exemplo, a nossa locação era complicada, mas de alguma forma conseguimos criar uma ilha linda perto de Vancouver que funcionou no filme. Foi demorado, mas nos divertimos muito no processo.

Já passaram mais de quinze anos desde a estréia da trilogia “O Senhor dos Anéis”. O filme é ainda um grande sucesso no mundo todo e por pessoas de diferentes idades. Como é para você, como ator, ser a referência de um personagem tão conhecido?
É muito surreal. Na verdade, é muito difícil para mim medir isso. Eu sei que o personagem Frodo é associado à minha interpretação e imagem que criamos para a trilogia. É uma daquelas coisas que a gente consegue entender racionalmente, mas é difícil sentir na pele ou fazer sentido disso. Não sei se isso faz sentido? É algo muito grande, difícil de absorver.

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