Foto: Reprodução/IMDb
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Por Miriam Spritzer

Uma das estreias mais esperadas do ano é a minissérie “Chernobyl” produzida pela HBO e estrelada por Emily Watson e Stellan Skarsgard. No Brasil, o primeiro episódio vai ao ar no dia 10 de maio e promete ser um grande sucesso de audiência.

A grande produção dramatiza a história do acidente nuclear de Chernobyl em 1986, mostrando além das dificuldades do cenário político da época, o trabalho complicado dos homens e mulheres que fizeram o possível para que um acidente ainda maior não acontecesse enquanto lutavam contra uma cultura de desinformação.

Em “Chernobyl”, Emily Watson interpreta Ulyana Khomyuk, uma cientista soviética especialista em física nuclear que busca descobrir a verdade sobre a origem da causa do acidente.

A colaboradora da Bazaar em Nova York fez a cobertura do Festival de Cinema de Tribeca, e esteve no evento especial de apresentação da minissérie e conversou com a atriz sobre este novo projeto.

Leia a entrevista exclusiva a seguir:

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Foto: Reprodução/IMDb
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“Chernobyl” é uma produção incrível. O que fez com que você quisesse fazer parte deste projeto?

É um dos roteiros mais surpreendentes que eu já li. Ele foi escrito de uma forma tridimensional. Você consegue ter uma visão por todos os lados do assunto que foi explorado, que no caso é Chernobyl. Assim que você começa a ler o roteiro, você se dá conta o quanto que não sabemos sobre o que aconteceu. E o quão pior poderia ter sido, o que o acidente poderia ter se tornado.

Qual foi a sua maior surpresa ao trabalhar na série?

Uma coisa que eu não tinha pensado antes, ou não sabia, foi do trabalho incrível que fizeram apenas alguns dias após a explosão para evitar uma segunda explosão ainda maior, que teria impactos irreversíveis em toda Europa. E a politicagem em volta disso tudo, que de fato foi o que causou as condições para que esse acidente acontecesse. A relação de poder de um estado totalitário sobre a verdade e a ciência, o quão perigoso isso é.

Essa série se passa na década de 80, qual o papel do seu figurino para construir o personagem?

O figurino é fundamental para isso, todos nós temos nossa forma de se vestir. Isso faz parte da nossa personalidade. Então o visual do personagem, ajuda muito para construir as suas características.

Como você descreveria o visual que você usa em “Chernobyl”?

O visual da minha personagem era prático. É aquele tipo de roupa que você acharia nos lugares mais remotos da Bielorussia, Ucrânia, em meados dos anos 1980. Eu acho que quando eles combinaram como seria o figurino o objetivo era me deixar um pouco feia. É um visual bem para baixo, simples e sem graça. Que não favorece em nada.

E isso é o oposto do que vemos no seu estilo de tapetes vermelho e premiações. Como é o seu estilo no dia a dia?

É engraçado, fora essas situações que temos que nos arrumar, eu não presto muita atenção. Acho que acabo sendo o tipo de pessoa desalinhada. Não entendo muito de moda e gosto de estar confortável.

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