Emma Thompson fala sobre a série “Years and Years”

"Ela é muito sinistra, é alguém que só quer o poder", diz a atriz sobre a personagem da nova série da HBO

by redação bazaar
Emma Thompson em "Years and "Years" - Foto: Divulgação/HBO

Emma Thompson em “Years and “Years” – Foto: Divulgação/HBO

A minissérie “Years and Years” estreou no dia 28.06 na HBO. Criada e escrita por Russell T. Davies, conta a história de Vivienne Rook, vivida por Emma Thompson, que é uma famosa política independente que se transforma em figura política extremamente popular na Grã-Bretanha. Ao todo, são seis episódios, e o elenco também tem nomes como Rory Kinnear, T’Nia Miller, Russell Tovey, Jessica Hynes, Ruth Madeley e Anne Reid.

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Hoje Bazaar entrevista a atriz sobre este novo momento na TV. Leia na íntegra:

Qual foi a sua reação ao ler o roteiro de Russell T. Davies?
Eu o encontrei antes em Londres e conversamos sobre a série. Eu gostei muito dele. Ele é um cara incrível e um escritor extraordinário. O texto dele é do nível do texto do George Orwell. A maneira como ele imaginou o futuro da nossa relação com a inteligência artificial é extraordinária, tem todos os matizes das melhores obras de ficção científica.

É assustador o modo inexorável como a visão da Vivienne se torna realidade, e o fato de no início vários membros da família Lyons acharem que ela é genial. Eles acreditam que ali de certa forma há decência e humanidade quando, na verdade, se trata de sede de poder e de alguém que claramente não tem nenhuma moral. É apavorante.

Emma Thompson em "Years and "Years" - Foto: Divulgação/HBO

Emma Thompson em “Years and “Years” – Foto: Divulgação/HBO

Como é a sua personagem e qual é o papel dela na história?
Eu interpreto uma política independente que diz o que pensa e se torna impressionantemente popular por ser muito franca. É uma criação brilhante e o roteiro do Russell torna tudo incrivelmente vivo e verossímil.

Como atriz, o que te atraiu em “Years and Years”?
O roteiro é realmente maravilhoso, extraordinariamente brilhante e assustador. A tensão vai aumentando lentamente e, de repente, começam a acontecer essas coisas estranhas. Podemos ver como todo mundo chegou a esse ponto, e como é difícil parar depois que as coisas foram detonadas.

Como você se preparou para interpretar a Vivienne Rook? Você se inspirou em alguma personalidade conhecida?
Não foi preciso, porque isso na verdade há em todos os lugares. O que é inteligente na Vivienne, em termos da criação do Russell da personagem, é que ela parece uma mulher real, comum e trabalhadora que só quer o melhor para todo mundo e ama as pessoas comuns e as questões comuns. É claro que ela não é nada disso, ela é muito sinistra, é alguém que só quer o poder.

Emma Thompson em "Years and "Years" - Foto: Divulgação/HBO

Emma Thompson em “Years and “Years” – Foto: Divulgação/HBO

Você quis explorar a parte de humor da personagem?
Claro. Eu procuro fazer a personagem a mais engraçada, autodepreciativa e charmosa possível, porque precisamos entender por que as pessoas votam nela. Mas ela virou um verdadeiro monstro. Quando se adota esse tipo de retórica, isso se propaga porque as pessoas acham mais fácil odiar e discriminar do que sentir compaixão e empatia por pessoas que não estão diretamente relacionadas a elas. É fácil instigar as pessoas a sentirem aversão. Vemos isso acontecer o tempo todo.

O que você espera que a série gere no público?
Sempre há esperança porque é uma história sobre seres humanos. E sabemos que sempre que entramos em uma era obscura a única saída é melhorar, e vai melhorar. Eu espero que provoque discussões porque nós precisamos dessa discussão agora.

Quais foram os momentos memoráveis das filmagens?
Foi uma experiência maravilhosa. O diretor Simon Cellan Jones colabora muito e gosta que as pessoas tragam a energia delas para o set, e o elenco era todo fantástico.

Era um grupo realmente encantador, todo mundo, da maquiagem ao figurino, todos nós colaborávamos uns com os outros. Eu fui plenamente apoiada por esse grupo fantástico de pessoas que sabiam exatamente o que queriam e o que estavam fazendo.

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