"Cirandar Todos", de José Damasceno - Foto: reprodução/Bazaar Art
“Cirandar Todos”, de José Damasceno – Foto: reprodução/Bazaar Art

Por Kenya Zanatta

A principal novidade desta 11ª edição da SP-Arte é a ocupação do terceiro andar do Pavilhão da Bienal com o setor Open Plan. O evento abre ao público nesta quinta-feira (09.04), e terá coquetel de inauguração para convidados nesta quarta (08).

“Esse título foi escolhido porque o espaço é aberto e a malha do prédio fica visível”, explica o curador Jacopo Crivelli Visconti. “A ideia era criar um segmento que é o oposto do resto da feira, com ênfase nos artistas e em obras de grandes dimensões. Geralmente, nas feiras, as obras são de menor porte porque os estandes são pequenos”, detalha.

Aproveitando o amplo espaço disponível, os visitantes poderão circular entre instalações de artistas icônicos, como Daniel Buren e ou Julio Le Parc. “A feira cresceu e agora recebe galerias maiores e mais influentes, por isso procuramos escolher artistas importantes, mas que tenham sido pouco vistos no Brasil”, aponta Visconti.

Detalhe da obra "Cirandar Todos", de José Damasceno - Foto: reprodução/Bazaar Art
Detalhe da obra “Cirandar Todos”, de José Damasceno – Foto: reprodução/Bazaar Art

“Não há uma temática comum, mas algumas relações entre os artistas estarão visíveis na exposição. Há obras com viés mais político, enquanto outras são mais formalistas”, diz ele.

No primeiro campo está, por exemplo, a sérvia Maja Bajevic, que em suas instalações, vídeos, fotografias e performances questiona com sutileza as estruturas políticas e econômicas da nossa sociedade, e em especial a exclusão das mulheres da história oficial.

Outro artista de renome do leste europeu, o húngaro Attila Csörgõ, ilustra a tendência oposta: sua obra combina fotografia, escultura e desenho para abordar questões de ciência e tecnologia de maneira lúdica e poética.

"Sphere Bleue", de Julio Le Parc - Foto: reprodução/Bazaar Art
“Sphere Bleue”, de Julio Le Parc – Foto: reprodução/Bazaar Art

O curador ressalta que alguns artistas apresentam trabalhos inéditos ou criaram novas versões de suas obras especialmente para a feira. Entre eles está o português Pedro Cabrita Reis, que usa materiais industriais, explorando temas ligados à arquitetura e à memória dos lugares. Já a brasileira Rochelle Costi, cujo trabalho é marcado por uma interrogação sobre a perda da identidade, mostra um objeto espacial que o público só conhece por meio de fotografias.

Em uma bem-dosada mistura de gerações e origens culturais, o setor Open Plan apresenta ainda obras da libanesa Mona Hatoum, do mexicano Fernando Ortega, do cubano Django Hernández, da portuguesa Ana Vieira, do catalão Daniel Steegman, do americano James Lee Byars e dos brasileiros José Damasceno, Amilcar de Castro, André Komatsu, Ricardo Basbaum e João Loureiro.

SP-Arte 2015
Pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera
De quinta-feira a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h