Performance apresentada na exposição na mostra Verbo, na Galeria Vermelho - Foto: reprodução/Bazaar Art
Performance apresentada na exposição na mostra Verbo, na Galeria Vermelho – Foto: reprodução/Bazaar Art

Por Kenya Zanatta

A performance ganha pela primeira vez uma plataforma especial nesta edição da SP-Arte 2015, espelhando a crescente importância do gênero. Diante do sucesso das exposições de artistas como Marina Abramovic e Tino Sehgal, o mercado debate como comercializar essa arte do efêmero.

“Até pouco tempo atrás, a performance era o patinho feio das artes. Mas é um campo que tem crescido muito no Brasil, as instituições estão comprando performances para o seu acervo e os festivais têm atraído muita gente”, afirma Cauê Alves, coordenador da plataforma “Performances: espaços de ação”.

A iniciativa é uma parceria da feira com o Centro Universitário Belas Artes, um dos primeiros a incluir a performance em seu currículo, e a agência Verbo, vinculada à Galeria Vermelho e pioneira na representação de performers.

Performance apresentada na exposição na mostra Verbo, na Galeria Vermelho - Foto: reprodução/Bazaar Art
Performance apresentada na exposição na mostra Verbo, na Galeria Vermelho – Foto: reprodução/Bazaar Art

O programa apresenta o trabalho de 13 artistas, todos alunos ou ex-alunos da Belas Artes. Uma dos destaque será a performance Reflexos, na qual Felipe Vasconcellos veste roupa formada por pequenos espelhos, que cobrem até mesmo seu rosto, mãos e pés, e caminha lentamente pelo espaço, aproximando-se dos transeuntes sem nunca falar com eles.

Em Feita à mão, Luiza Oliveira faz tricô com seus braços, criando uma trama gigante e colorida que vai se aglomerando ao seu redor. Já o Palhaço ergométrico de Felipe Bittencourt pedala uma bicicleta ergométrica até que a transpiração faça sua maquiagem escorrer.

Os organizadores também propõem discutir os processos de documentação das performances, uma questão importante para viabilizar a aquisição por colecionadores. “Cada performance exige um modelo econômico: pode-se comercializar fotografias, vídeos ou o direito de remontar a obra”, diz Cauê Alves.

“Há uma procura significativa, e está todo mundo apostando que a performance vai assumir uma importância comercial cada vez maior”, pontua.