Cécile Cassel usa vestido Isabel Marant, colar Saint Laurent by Hedi Slimane e anéis Elise Dray - Foto: reprodução/Harper's Bazaar
Cécile Cassel usa vestido Isabel Marant, colar Saint Laurent by Hedi Slimane e anéis Elise Dray – Foto: reprodução/Harper’s Bazaar

Por Armando Palha, com fotos de Fe Pinheiro

Há algo ao mesmo tempo fascinante e intimidante sobre as loiras ícones do pop rock, tipo Debbie Harry, Madonna e, vá lá, Courtney Love. Por terem a ousadia como marca e usarem tanto a voz quanto o corpo para expressar sua arte, a impressão é de que, hoje em dia, poucas alcançarão o status delas na música. Mas a França não concorda muito com isso. Culpa da tão falada francesa Cécile Cassel, que acaba de dar uma guinada em sua bem-sucedida carreira como atriz para, entre outras coisas, quebrar essa regra das loiras divas. Bom, é isso que ela insinua em conversa exclusiva com Bazaar.

“Como atriz, você é um pedaço na história de outra pessoa. Eu queria escrever a minha própria história”, deixa claro de cara, ao explicar por que agora resolveu virar cantora e, por que não, a loira pop dessa geração. Filha do ator icônico Jean-Pierre Cassel, meia-irmã do famoso ator Vincent Cassel e do rapper Mathias Cassel, Cécile nasceu com DNA artístico. Desde a infância, ela dança e toca piano. Depois, fez cursos de atuação na adolescência e logo foi descoberta por um agente. Pronto: virou atriz de destaque e atuou, durante dez anos, em vários seriados, filmes franceses e até em séries americanas, como Sex and the City.

Sutiã preto Eres, saia vermelha de píton Azzedine Alaïa - Foto: reprodução/Harper's Bazaar
Sutiã preto Eres, saia vermelha de píton Azzedine Alaïa – Foto: reprodução/Harper’s Bazaar

Agora na música, Cécile admite que, no início, estava insegura quanto às letras que compunha. Porém, um encontro com o badalado produtor Yodelice foi vital para dar firmeza na nova fase. “Mostrei umas coisas que já tinha feito e ele gostou. Logo começamos a trabalhar juntos para criar um álbum”, resume sobre o processo de criação do disco, que durou cinco anos e foi financiado com o dinheiro que ganhou atuando como atriz. Morando em Londres, relata a influência explosiva de artistas como The Kills e Gossip em seu som. E preferiu compor em inglês, não em sua língua. “Em inglês, o foco da música é mais no ritmo, que serve como filtro para expressar o meu lado pessoal nas letras.”

Uma das primeiras providências de Cécile versão cantora foi se livrar das “amarras familiares”. Optou por usar um pseudônimo, postou canções na internet sem nenhuma biografia ou foto e, em pouquíssimo tempo, teve mais de 20 mil escutas assinando simplesmente como HollySiz. O nome é significativo para ela: Siz é versão curta de Sizzle, apelido da cantora, e Holly é o nome da personagem interpretada por Sissy Spacek no filme Terra de Ninguém, de Terrence Malick, referência à criação do disco.

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