Aline Motta – Foto: Divulgação

Diante de uma pandemia que deixa transparecer de maneira ainda mais evidente a fragilidade do processo democrático brasileiro, o projeto M.A.P.A. – Modos de Ação para Propagar Arte – inaugura sua primeira edição com a mostra “No Calor da Hora”, levando arte para o espaço público e provocando reflexões sobre o caos político e social.

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No total, 27 artistas cujas poéticas derivam de múltiplos percursos – como artes visuais, cinema e literatura, entre outros -, ocupam 27 espaços de outdoor em capitais. A ideia é que cada artista, a partir de sua própria prática poética, apresente um trabalho que problematize as questões urgentes do presente.

Augusto de Campos – Foto: Divulgação

Um dos fios condutores para o convite foi a diversidade tanto em termos de atuação quanto em termos de representatividade nas muitas regiões do país. “Procuramos contemplar a pluralidade da arte contemporânea em produções que abordam, em grande parte, questões ligadas à temas fundamentais do presente. Pensando que o espaço público é também, por excelência o local da diversidade, das divergências e do debate”, afirma Patricia Wagner, curadora do projeto.

Paulo Bruscky – Foto: Divulgação

A ideia de se valer do espaço urbano como campo para reflexão ocorre não apenas a partir da suspensão do acesso aos equipamentos culturais do País, como também da impossibilidade de manifestações coletivas em espaços públicos e a vontade de deixar a arte acessível a um público mais amplo. O caráter descentralizado da mostra visa fortalecer um programa de deslocamento entre os artistas e seus locais habituais de fala e exibição.

Ricardo Basbaum – Foto: Divulgação

“Nossos projetos sempre foram pensados para inserir a arte no cotidiano, tornando possível que ela penetre a vida das pessoas de maneiras diferentes. Mas havia um desejo antigo de trabalhar em uma escala maior e mais plural, acessar diferentes públicos” diz Camilla Barella, sócia da VIVA Projects ao lado de Cecília Tanure e uma das idealizadoras e organizadoras da mostra.

Traplev – Foto: Divulgação

A lista de artistas conta com André Komatsu, Aline Mota, Anna Costa e Silva, Anna Maria Maiolino, Arnaldo Antunes, Augusto de Campos, avaf, Dalton Paula, Gê Viana, João Pinheiro, Karim Ainouz, Leonora de Barros, Paulo Bruscky, Paulo Nazareth, Ricardo Basbaum, Romy Pocztaruk, Santídio Pereira, Sonia Gomes, Traplev, Thiago Honório e Vera Chaves Barcellos.

Vera Chaves Barcellos – Foto: Divulgação

A mostra será dividida em 4 ciclos, começando em 6 cidades, exibidas em conjunto durante 15 dias, até completar o total de 27 cidades. Simultaneamente à exibição nos outdoors, as obras também serão incorporadas à plataforma virtual do projeto que pode ser acessado para mais informações: www.vivaprojects.org/mapa. Em caráter de exceção, devido a Lei Cidade Limpa, em São Paulo a obra será exposta no munícipio do Osasco.

PROJETO M.A.P.A. MODOS DE AÇÃO PARA PROPAGAR ARTE
De 31/08/2020 a 25/10/2020

Ciclo 1 (de 31/08 a 13/09): Rio Branco (Aline Motta), Curitiba (Paulo Bruscky), Vitória (Augusto de Campos), Salvador (Traplev), Cuiabá (Ricardo Basbaum), Brasília (Vera Chaves Barcellos)

Ciclo 2 (de 14/09 a 27/09): Manaus (Gê Viana), Goiânia (Karim Aïnouz), São Luís (Paulo Nazareth), Fortaleza (Dalton Paula), Belo Horizonte (Leonora de Barros), Belém ( Vitor César), João Pessoa (Romy Pocztaruk)

Ciclo 3 (de 28/09 a 11/10): Recife (Mauro Restiffe), Teresina (Anna Costa e Silva), Rio de Janeiro (Denilson Baniwa), Natal (Anna Maria Maiolino), Maceió (Mabe Bethônico), Porto Alegre (Santidio Pereira), Campo Grande (João Pinheiro)

Ciclo 4 (de 12/10 a 25/10) Porto Velho (Thiago Honório), Boa Vista (Bárbara Wagner e Benjamin de Burca), Florianópolis (Sonia Gomes), Osasco (Éder Oliveira), Aracajú (Arnaldo Antunes), Palmas (André Komatsu), Macapá (avaf)