Zoë Kravitz - Foto: reprodução/Harper's Bazaar
Zoë Kravitz – Foto: reprodução/Harper’s Bazaar

Por Ana Carolina Monteiro, com foto de Simon Burstall

Zoë Kravitz deu um susto em sua banda quando, durante um show na Austrália, agora em novembro, comportou-se como uma Beyoncé descontrolada no palco. Não que isso fosse impossível, já que a cantora-atriz-modelo canta desde os 16 anos com certa, digamos, desenvoltura. Nem que isso fosse improvável, já que Zoë, 26 anos, é filha dele mesmo, Lenny Kravitz, não necessariamente um artista dos mais tranquilos quando quer dar uma surtadinha. O choque de seu grupo Lolawolf, com o qual passou o mês abrindo os shows da cantora Miley Cyrus, está na aceitação de sua vocalista como uma possível futura… pop star. The next big thing da música.

Com o pai, Lenny - Foto: reprodução/Harper's Bazaar
Com o pai, Lenny – Foto: reprodução/Harper’s Bazaar

Até então, Zoë fazia o tipo cantora-tímida, daquelas que se escondem atrás do microfone. Desinibida longe do palco, a falta de jeito para encarnar uma diva musical é menos por timidez e mais por pura descrença de que possa vir a ser uma. Antes disso, ela já havia exercitado o lado rocker na banda Elevator Fight, que chegou a tocar no famoso festival texano de artistas novos South by Southwest. Mas sempre achou que música, na verdade, fosse um hobby. E, quer ela queira quer não, com o Lolawolf isso parece estar mudando.

O lado atriz Zoë já tira de letra, tendo participado, entre outros trabalhos, do seriado Californication (no qual fazia uma personagem que também tinha uma banda) e de filmes como X-Men: Primeira Classe, Depois da Terra (de M. Night Shyamalan) e a saga pós-apocalíptica Divergente, baseada no best-seller de mesmo nome.

LOLAWOL, a banda que salvou Zoë do tédio e é capaz de fazê-la virar uma pop star na música - Foto: reprodução/Harper's Bazaar
LOLAWOL, a banda que salvou Zoë do tédio e é capaz de fazê-la virar uma pop star na música – Foto: reprodução/Harper’s Bazaar

Foi pelos bares de Nova York que a americana de Venice, Califórnia, conheceu sua dupla inseparável: James Levy e Jimmy Giannopoulos, ambos da banda Reputante, grupo indie-descolado da cena mais descolada do Brooklyn, aquela que gira em torno do selo Cult Records (de Julian Casablancas, dos Strokes).

Quando ela teve de se internar em Los Angeles para fazer o papel de uma anoréxica no filme The Road Within (ainda sem título em português), sem poder comer, badalar e beber para não ganhar peso, os amigos partiram em seu resgate e por lá ficaram. Para salvar a amiga do tédio, criaram o desafio de gravar uma música por dia. Nascia o Lolawolf, fusão dos nomes de seus dois irmãos mais novos, do segundo casamento da mãe.

Com Alexander Wang - Foto: reprodução/Harper's Bazaar
Com Alexander Wang – Foto: reprodução/Harper’s Bazaar

O saldo dessas noites não dormidas é o ótimo disco Calm Down, posteriormente finalizado na cozinha da casa de Lenny Kravitz nas Bahamas e lançado no fim de outubro. O electro-r’n’b que dá a sonoridade da faceta musical agora séria de Zoë Kravitz lembra a ousadia de M.I.A., mas com batidas mais grudentas e um pop delicioso já prontinho para as pistas.

E 2015 desenha mais agitos para Kravitz, a filha. Além do álbum, dos shows e do lado musa pop recém-descoberto, Zoë também circula (e bem) pelo mundo celeb-fashionista. Na lista de homens que já se encantaram por ela estão os atores Michael Fassbender (seu colega de elenco em X-Men), o ex-Gossip Girl Penn Badgley, Chris Pine e o cantor Drake. Garota-propaganda da marca Coach, seu rosto também já estampou diversas revistas de moda pelo mundo, estrelou uma campanha do estilista Alexander Wang e lançou uma linha de joias em parceria com a marca Swarovski.

Mais? Dos seus cinco filmes a serem lançados no ano que vem, dois estão na lista de mais aguardados: a sequência de Divergente e o quarto filme da franquia Mad Max. Estamos preparados para tanta Zoë?