“Fosse/Verdon”: série conta história de dois ícones da dança

Gwen Verdon e Bob Fosse são tema da produção que estreia amanhã no canal Fox Premium 1

by redação bazaar
Foto: Divulgação

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Por Mariane Morisawa, de Los Angeles

Bob Fosse (1927-1987) é a única pessoa na história a ganhar Oscar, Tony e Emmy no mesmo ano, 1973, respectivamente por “Cabaret”, “Pippin” e “Liza with a Z”. Só isso bastaria para alçá-lo à categoria de gênio, mas ele também concorreu ao Oscar por uma cinebiografia, “Lenny”, e pelo musical autobiográfico “All That Jazz – O Show Deve Continuar”, criou a coreografia de “Chicago” e inventou todo um estilo de dança.

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Mas ele não teria feito tudo isso sem a ajuda da mulher, a atriz e dançarina Gwen Verdon, ganhadora de quatro Tonys. A parceria artística dos dois é o foco de “Fosse/Verdon”, minissérie em oito episódios, que estreia no canal Fox Premium 1 nesta sexta-feira (30.08). “Quando me ofereceram o papel, eu tinha ouvido falar de Gwen Verdon, mas não conhecia seu trabalho”, disse Michelle Williams em entrevista à Bazaar. “O roteiro era incrível, e eu não perderia por nada a chance de trabalhar com Thomas Kail”, completou a atriz, referindo-se ao diretor da série, que também dirigiu o megassucesso da “Broadway Hamilton”.

“Fosse/Verdon” pula em vários períodos da história para mostrar a difícil relação entre Gwen Verdon, que abdicou de muitas coisas em sua carreira por conta do marido e da filha Nicole, e Bob Fosse (vivido por Sam Rockwell), alcoólatra, viciado em remédios, fumante inveterado, mulherengo e criador de temperamento volátil.

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Originalmente, a série desenvolvida por Kail e Steven Levenson seria baseada apenas na biografia “Fosse”, escrita por Sam Wasson – coincidentemente, amigo de faculdade de Lin-Manuel Miranda, o criador de “Hamilton”, que faz uma pequena participação em “Fosse/Verdon”. Mas as conversas que tiveram com Nicole Fosse, a filha única do casal, mudaram sua perspectiva.”Ela nos deu a outra metade da história, a da sua mãe”, disse Levenson. “E foi aí que percebemos como a história era importante de contar agora, que não era apenas mais uma biografia na televisão sobre um homem brilhante e atormentado.”

Porque a minissérie deixa claro que, sem Gwen Verdon, Bob Fosse não seria quem foi. Mais Time’s Up, impossível. Michelle Williams – que, em mais uma coincidência, participou de uma montagem de “Cabaret” na Broadway – teve de trabalhar um bocado para, como disse, “diminuir a diferença entre sua aparência e a da personagem”. “Gwen Verdon tinha todo um gestual, especialmente com as mãos, que eu precisava replicar”, contou. “Além disso, ela simplesmente era a maior dançarina de sua época.”

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Poucas imagens existem de suas apresentações na Broadway, então a atriz recorreu aos filmes e outros vídeos que encontrou na internet. E, como a série em geral, contou com a contribuição valiosa de Nicole Fosse, que sofreu muito com a relação conturbada entre os pais quando era adolescente. “Para mim, era importante contar a verdade e apoiar todo o mundo a explorar todas as dimensões dos dois, não apenas o que as pessoas acham que Bob Fosse e Gwen Verdon eram , disse Nicole. Deu certo. “Fosse/Verdon” concorre a seis Emmys, inclusive melhor minissérie, atriz, ator e atriz coadjuvante para Margaret Qualley (que faz Ann, namorada de Fosse depois de sua separação de Verdon).

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