Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

De Dovima e Jean Shrimpton a Linda, Naomi, Kate e Gisele, a revista revelou as modelos mais conhecidas do mundo. Aqui, relembramos algumas delas, que podem ser encontradas no livro Harper’s Bazaar: Models (Abrams Books), nova obra de Derek Blasberg que dá panorama histórico das 28 mulheres que mudaram a moda. O livro tem introdução da editora-chefe da revista, Glenda Bailey, e prefácio do estilista Karl Lagerfeld. Harper’s Bazaar: Models será lançado em 13 de outubro e pode ser comprado em pré-venda no site.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

1. JEAN SHRIMPTON
Garota-propaganda do movimento youthquake surgido na Londres da década de 1960, Shrimpton foi para as passarelas o que os Rolling Stones foram para a música. Antes dela, as modelos eram esculturais, contidas e de cabelos perfeitamente arrumados. Mas Jean era pequena e magra; seu cabelo, repicado e indomável; e ela não tinha medo de usar a peça-escândalo da época: a minissaia. Richard Avedon fez com ela algumas das imagens mais memoráveis que apareceram na Bazaar. Seu retrato produzido por Avedon, em 1965, com o cabelo em forma de colmeia quadrada, tornou-se referência para cabeleireiros desde sua publicação na revista, no mesmo ano.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

2. LINDA EVANGELISTA
Fotógrafos adoram trabalhar com Linda porque ela é o maior camaleão da moda: chegou a tingir os cabelos 17 vezes em cinco anos. Foi a mais famosa das supermodels, em parte pelo que disse em uma entrevista em 1990: “Não saímos da cama por menos de US$ 10 mil por dia”. Reconhece que teve seus momentos de diva, mas nunca se iludiu. “Subi os degraus bem devagar”, diz. “Lembro de um salão de beleza que pagou US$ 400 para pôr na vitrine uma foto minha com um novo corte. Fiquei extasiada”, lembra. “Nunca sonhei tão alto quanto a capa da Bazaar.” A foto, de Peter Lindbergh, é para a edição de setembro de 1992.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

3. CINDY CRAWFORD
Cindy foi uma das tops originais – aquele punhado de jovens que estava em qualquer capa e editorial do fim dos anos 1980, começo dos 1990. “Trabalhávamos quase todos os dias e quando não, estávamos em algum avião”, recorda. Ela diz que o auge do período foi seu hoje famoso desfile na passarela da Versace, em 1991, quando passou de braços dados com Naomi Campbell, Linda Evangelista e Christy Turlington, ao som do hit Freedom ’90, de George Michael (todas tinham aparecido no vídeo da canção). “Aquele foi o momento”, lembra. “Parecia que os astros estavam alinhados.” Esta imagem, de Peter Lindbergh, saiu em setembro de 2009.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

4. AMBER VALLETTA
Qual foi a sessão de fotos predileta de Amber para a Bazaar? “Fácil”, diz ela. “A dos anjos.” Para a edição de dezembro de 1993, o fotógrafo Peter Lindbergh teve uma ideia para o editorial de moda: um anjo que cai do céu em plena Nova York. “Estava em uma jornada espiritual intensa na época. Pode ser brega, mas parecia que os anjos falavam comigo. Quando descobri que iria representar um deles, foi como um sinal divino”, acredita. “Não era uma matéria de moda comum. Comunicava com muita gente pois mostrava que a moda pode transcender as roupas e chegar à arte e à emoção.”

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

5. IMAN
A primeira coisa que ocorre à modelo, atriz e empresária somali Iman quando pensa na Bazaar: a lendária editora de moda Diana Vreeland, claro. “Conheci Diana na minha primeira semana em NY. Nunca vou me esquecer”, diz. “Quando era criança, nem sabia que existia modelo. Não usava maquiagem nem salto alto. E então conheci aquela mulher que parecia uma ave de rapina, com bochechas vermelhas e cabelo preto laqueado. Ela pôs as mãos no meu queixo, virou meu rosto de perfil e disse: ‘Isto sim, é um pescoço’. Pensei: que diabo de trabalho é este?”. Iman em foto de Phillip Dixon para a edição de junho de 1992.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

6. CHINA MACHADO
Como aconteceu com várias das modelos do livro, Richard Avedon foi um dos responsáveis pela carreira estelar de China Machado. “Ele foi o primeiro a me fotografar”, diz China. “Me viu com Diana Vreeland no dia seguinte à minha chegada em Nova York.” Era novembro de 1958, e foi durante aquela primeira sessão que Avedon clicou sua emblemática foto de China com um cigarro entre os dedos. “Não sabia o que fazer quando entrei no estúdio. Ele ficava repetindo ‘mostre os ossos! Mostre esses ossos de ouro!’”, recorda. “Sempre adorei a maneira como falava dos meus ossos. Porque, para mim, meu estilo está ali, nos meus ossos.”